A presidente do Sindicato dos Sapateiros de Birigui (SP), Milene Rodrigues, se encontrou nesta nesta quarta-feira (25) com os trabalhadores na unidade industrial do Grupo DOK na cidade. Conforme já divulgado pelo Hojemais Araçatuba , o grupo relatou à Justiça ter uma dívida de aproximadamente R$ 400 milhões e informou que prepara um pedido de recuperação judicial para ser apresentado nos próximos dias.
Assim como acontece na unidade do município de Frei Paulo (SE) , onde há cerca de 1,8 mil trabalhadores, a situação financeira do grupo já começa a afetar os funcionários de Birigui. Segundo o sindicato, eles ainda não receberam o vale, que deveria ter sido pago na última sexta-feira (20).
A cesta básica também deveria ter sido entregue nesta quarta-feira, o que não havia acontecido, e não teria sido feito o depósito do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) referente a dezembro, que deveria ter sido enviado ao banco no início deste mês. O sindicato está solicitando um extrato para confirmar essa informação.
Acompanhando
Segundo Milene, cerca de 60 trabalhadores participaram da reunião de hoje, que teve como objetivo informá-los sobre as providências que podem ser tomadas em favor deles. O sindicato foi autorizado a entrar na empresa para falar com os funcionários e tenta obter com a empresa, informações sobre a atual situação, para poder adotar as medidas de proteção aos trabalhadores.
“Antes que a situação fique mais grave, procuramos a direção da empresa para saber da situação, pois o vale é importante para os trabalhadores, pois muitos já fizeram compromisso com esse direito, e a cesta básica é de natureza alimentar”, explica Milene.
Providências
Segundo a sindicalista, ela já procurou a direção da empresa e tenta contato com o escritório de consultoria que foi contratado pelo grupo para fazer o diagnóstico da atual conjuntura da empresa.
Ainda de acordo com ela, uma reunião deve ser realizada ainda esta semana para se informar da situação. “O que queremos é saber se há uma forma de ajudar, para garantir os pagamentos dos salários dos trabalhadores”, comenta.
Segundo Milene, independentemente de ser apresentado um plano de recuperação pela empresa, os funcionários não podem ser penalizados, pois estão fazendo o papel deles, por isso o sindicato quer ter conhecimento da real situação.
