A AEA (Associação Esportiva Araçatuba) anunciou na noite de quinta-feira (15), que está voltando às atividades para a disputa de campeonatos oficiais de futebol já em 2023, confirmando por enquanto a participação nas categorias de base.
A meta, segundo o presidente do clube, Vlademir Poerske, o Careca, é chegar à Série A do Campeonato Paulista até 2030; hoje o time estaria na quarta divisão. O anúncio foi feito durante evento comemorativo aos 50 anos de fundação do clube, no Mariá Plaza Hotel, com a presença de ex-jogadores do clube e da Torcida Piratas Canarinhos.
Segundo Careca, para viabilizar o projeto, o clube será transformado em empresa, por meio de uma SAF (Sociedade Anônima de Futebol). Essa foi a forma encontrada para que o time possa voltar às atividades, já que o clube tem hoje uma dívida de R$ 6,9 milhões. Desse total, são R$ 3,2 milhões para a Fazenda Nacional e R$ 1,9 milhão para a Prefeitura de Araçatuba.
Foi informado ainda que a dívida com o município inclusive inviabiliza a utilização do estádio municipal Adhemar de Barros para os jogos mandados pelo time. Há ainda uma dívida com a FPF de R$ 27,3 mil e de R$ 5 mil com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que impede a AEA de disputar campeonatos oficiais.
Parceria
Careca explicou que o processo de transformação do clube em uma SAF já foi aprovado em assembleia pela diretoria, está em andamento, porém, deve ser concluído no primeiro semestre de 2023, segundo Careca.
Para que o retorno às atividades seja possível já no início do próximo ano, a AEA fez uma parceria com o Ilan (Instituto Liberal da Alta Noroeste), que está
“emprestando”
o CNPJ e auxiliando no levantamento de recursos.
O presidente do Conselho Deliberativo do instituto, Rodrigo Andolfato, disse durante o evento que aceitou o desafiou para mostrar que é possível, sem o Estado financiando, através de uma gestão eficiente, fazer com que a SAF se torne lucrativa e que o time volte à elite do futebol paulista.
“Nós vamos contar com todos vocês”,
disse aos presentes.
À plateia foi formada por ex-jogadores da AEA e integrantes das torcidas uniformizadas, Andolfato, disse que quem vai fazer o sucesso da AEA não serão só os investidores, mas sim os torcedores, que são apaixonados pelo time. Ele lembrou inclusive que quando criança, foi mascote da AEA.
O diretor do Ilan explicou ainda que com o novo CNPJ, a dívida não deixa de existir, porém, ficará com o CNPJ antigo e será negociada, para ser negociada em até 10 anos.
“O Ilan será um CNPJ Anjo nessa história inicial, nosso papel é caminhar junto com o Careca e junto com todos, para que a gente possa fazer da AEA sim, a primeira empresa SA do futebol, efetivamente sem um grande investidor”
, argumentou.
Ele explicou que será a sociedade araçatubense, com uma visão de negócios, que fará a empresa prosperar por muitos anos, inclusive com venda de ações.
Base
Uma das metas da nova SAF, segundo o que foi informado, é ser uma empresa formadora de talentos. Porém, como o projeto irá começar do zero, para as viabilizar a disputa dos campeonatos já em 2023, foram feitas parcerias com escolinhas existentes na cidade e que possuem esses jogadores.
Para as categorias sub-11 e sub-13, foi feita parceria com o Grêmio Araçá/Sambagole, e nas categorias sub-15 e sub-17, os representantes serão os alunos do CT Falcão. Com relação ao futebol profissional, Careca explicou que o objetivo é disputar a Série B do Paulista também em 2023.
O campeonato começa em abril e a primeira reunião para apresentar como serão as disputas será realizada em 31 de janeiro. De acordo com ele, existe projeto para se criar uma 5ª Divisão no futebol paulista. Ela teria 64 times participantes divididos em 8 grupos com oito integrantes.
Os dois primeiros colocados de cada grupo na primeira fase estariam classificados para a Série A4 e os demais, disputariam a Série B, que passaria a ser a 5ª Divisão. A vantagem, de acordo com ele, é que essa 4ª Divisão também seria disputada por atletas profissionais de qualquer idade. Na Série B só é permitida a inscrição de jogadores com até 23 anos.
Arbitral
Após a definição da forma de disputa haverá uma semana de prazo para a diretoria da AEA decidir se irá ou não participar, já que o Conselho Arbitral, para a definição dos participantes, está prevista para 7 de fevereiro.
Careca reforçou que para participar, será preciso pagar a dívida com a FPF.
“Nós não podemos nos aventurar. Obviamente que eu quero com certeza participar dessa reunião e dar meu parecer positivo, nem que a gente tenha que começar uma equipe do zero aqui”,
declarou.
AEA lança camisa comemorativa aos 50 anos do clube
A direção da AEA (Associação Esportiva Araçatuba) lançou uma camisa comemorativa aos 50 anos do clube, que foi fundado em 15 de dezembro de 1972. Ela foi apresentada durante evento comemorativo ao aniversário, na noite de quinta-feira (15), no Mariá Plaza Hotel.
Participaram o presidente do clube, Vlademir Poerske, o Careca, que jogou na equipe nos anos 1980, e o presidente do Conselho Deliberativo do instituto, Rodrigo Andolfato. O instituto é parceiro no projeto de transformar a AEA em uma SAF (Sociedade Anônima de Futebol).
Careca informou ao
Hojemais Araçatuba
que foram confeccionados 300 camisas, que estão sendo vendidas a R$ 180,00 a unidade. A compra pode ser feita pelas redes sociais e na sede do Ilan, no Mariá Plaza Hotel.
Volta
Ele está confiante no projeto de retomada das atividades do clube em 2023, por meio da parceria com o Ilam, que trará benefícios nesse momento.
“A AEA tem um nome forte e está voltando por isso”,
argumento ele, que será o CEO da SAF que deve ser formalizada no primeiro semestre de 2023.
Careca acredita que haverá tempo suficiente para montar uma equipe profissional para a disputa do Campeonato Paulista, caso a AEA confirme a participação no Conselho Arbitral que será realizado em 7 de fevereiro.
“Eu já tenho uma equipe na minha cabeça. Temos atletas daqui, de Birigui, de Penápolis, que viriam tranquilamente jogar com a gente aqui”,
contou.
Ele trabalhou recentemente no Penapolense e no Bandeirante de Birigui, nas categorias de base, e destacou a força da torcida do time de Araçatuba, que se mantém viva mesmo sem a disputa de campeonatos.
Dinheiro
A AEA tem uma dívida de R$ 6,9 milhões, incluindo R$ 1,9 milhão devidos para a Prefeitura. Nesse caso, explicou que precisará de apoio político para negociar esse valor e viabilizar o pagamento, para que o time possa utilizar o estádio municipal Adhemar de Barros para mando dos jogos.
Há ainda uma dívida de R$ 27,3 mil com a FPF e de R$ 5 mil com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que precisam ser pagas para que o time seja autorizado a disputar campeonatos oficiais. E é com a venda de produtos promocionais, como as camisas comemorativas aos 50 anos que a diretoria da AEA pretende levantar parte desse dinheiro.
Na noite de quinta-feira também foram expostas camisas, bonés, canecas, almofadas e outros itens promocionais que podem ser adquiridos pela internet e em uma loja física da cidade. Outro ponto de venda é a sede do Ilan, no Mariá Plaza Hotel.
Parceiros
Careca contou que serão necessários pelo menos R$ 60 mil por mês para manter um time para adisputa do Campeonato Paulista, caso seja feita a opção pela disputa do campeonato em 2023. E, para atrair parceiros para custear essa empreitada, ele explicou que será preciso retormar a credibilidade da AEA, e resgatar a confiança no clube, o que será conquista com um trabalho sério.