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Araçatuba ganha Centro de Referência e Apoio à Vítima

Oferece atendimento público gratuito a vítimas e familiares de crimes violentos como homicídio, feminicídio e latrocínio

Da Redação - Hojemais Araçatuba
02/12/19 às 12h44

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo inaugura nesta terça-feira (3), em Araçatuba (SP), uma unidade do Cravi (Centro de Referência e Apoio à Vítima).

A solenidade será às 11h, no Instituto Asas (rua Liberdade, 115, na Vila Bandeirante), com a presença do secretário da Justiça e Cidadania, Paulo Dimas Mascaretti.

Após a cerimônia, técnicos do Cravi capacitarão a equipe que atenderá a população. Ela é formada por três psicólogas e uma assistente social.

O Cravi completou 21 anos em 2019 e desde o início das atividades oferece atendimento público gratuito nas modalidades psicossocial e jurídica a vítimas de crimes violentos e seus familiares. 

Os usuários que não se enquadram no programa são encaminhados para a rede de serviços dos parceiros, entre elas, Cras (Centro de Referência de Assistência Social) Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e UBS (Unidade Básica de Saúde).

Atendimentos

O programa já realizou mais de 39 mil atendimentos nas especialidades psicossocial e jurídica. Neste ano, bateu recorde com 1.846 atendimentos contabilizados, contra 1.213 em 2018, aumento de 85%.

De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, o Cravi também atuou na escola estadual Prof. Raul Brasil, em Suzano, onde houve um ataque em março.

Do dia do ataque, 13 de março de 2019, até 25 de junho, prestou 572 atendimentos psicológicos individual e em grupos para professores e funcionários nas dependências da escola. Também visitou pessoas que não tinham condições físicas ou psicológicas para retornar ao colégio.

Oficinas

O programa realiza oficinas temáticas com o objetivo de divulgar os serviços oferecidos e proporcionar um espaço de sensibilização sobre temas relativos aos direitos humanos.

As oficinas são direcionadas aos profissionais, servidores e estagiários das áreas de saúde, assistência social, direito, psicologia e educação que atuam no atendimento direto à população.

De fevereiro a novembro, foram realizadas oito oficinas com os temas "Compreendendo e Trabalhando a Automutilação”, “Importunação Sexual e a Violência Contra a Mulher" , “Dependência Química: Cuidados na Prevenção e no Tratamento”, “Enfrentamento do Abuso e da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, "Proteção a Testemunhas e Mulheres Vítimas de Violência”, “Dialogando sobre Suicídio e Bullyng na Escola: Alternativas para o Apoio à Comunidade Escolar, Política Nacional da Assistência Social”, e “Racismo Institucional na Perspectiva do Sistema de Justiça”.

Nesses encontros, foram capacitadas 1.795 pessoas, aumento de 71% com relação ao ano passado, com 1.040.

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