Desperta a vaidade e o desconhecido
Ainda dentro desse tema, o mesmo programa discutiu os perigos envolvidos nessas relações estabelecidas na internet, particularmente por uma geração fascinada por likes. A reboque dessa aceitação, as pessoas acabam sendo vítimas de desafios perigosos à integridade física, cyberbullying e superexposição.
Pesquisadores, psicólogos, crianças e adolescentes discorrem sobre esse assunto em outro programa Caminhos da Reportagem https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=JiSHDvSd66k&feature=emb_logo .
A psicóloga Fabiana Vasconcelos orienta: “ mudanças no comportamento, na forma de usar suas roupas, se ele começa a aparecer todo coberto, algo pode estar sendo escondido. Se você percebe que existe uma alteração física, comportamental, emocional no seu filho, algo tem que ser conversado. E as brincadeiras perigosas têm que fazer parte dessa lista."
O procurador Carlos Bruno Ferreira, entrevistado na ocasião, apontou que o ambiente da internet, por permitir mais manifestações de ponto de vista e garantir um cenário de expressão maior, permitiu que certos comportamentos e opiniões que estavam um pouco escondidas na sociedade fossem expostas nesse ambiente.
Território com lei
A internet não é para ser uma “terra sem lei”. Há seis anos, quando a lei foi assinada, e depois, em 2016, quando foi regulamentada, o Brasil dispõe de arcabouço para tratar do tema, ainda que não exista consensos legais em relação a alguns itens. Mas a garantia das liberdades civis é ponto alto da legislação.
Confira mais informações sobre a lei:
• Conheça detalhes do decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet
• Entenda o Marco Civil da Internet
• Conheça ponto a ponto o Marco Civil da Internet
Desafio de acesso
A inclusão digital da população brasileira ainda é um desafio no país, conforme aponta reportagem da Radioagência Nacional. Em 2018, de acordo com o IBGE, 74,7% das pessoas já acessavam a internet, um avanço considerável com relação aos quase 70% alcançados em 2017.
Mas isso também significa que quase 25% da nossa população ainda não utilizava a rede, tão essencial para obter informações e realizar de forma facilitada uma série de serviços, tanto nas áreas urbanas como nas áreas rurais.
Internet em tudo...
Pouco antes da quarentena por causa da pandemia, o governo federal havia lançado a Câmara Saúde 4.0, instância dedicada a propor formas de promover a digitalização da saúde no país. Entre as intenções do Executivo estava a integração de dados dos cidadãos que utilizam esses serviços, não somente no SUS (Sistema Único de Saúde), como na iniciativa privada. A iniciativa faz parte do Plano Nacional de IdC (Internet das Coisas).
O termo é empregado para designar o ecossistema de dispositivos conectados que se comunicam, não apenas computadores e smartphones, mas também sensores e eletrodomésticos inteligentes e até veículos. Grupos semelhantes já foram criados para as áreas de agricultura, indústria e cidades. Confira reportagem da Agência Brasil.
A hiperconexão é ferramenta de desenvolvimento e pode ser importante para recuperação econômica, conforme avaliação de especialistas. A digitalização de indústrias e serviços, por exemplo, pode ter um grande impacto em diversos setores da economia em todo o mundo.
Segundo estudo da empresa de dispositivos móveis Ericsson, até 2030, essas tecnologias podem aportar até US$ 3,8 trilhões (R$ 15,86 trilhões) à economia global. Leia reportagem da Agência Brasil publicada em novembro do ano passado.
Internet em nada
Enquanto tem tanta gente que busca estar concetado, há quem priorize viver mais o off line. É possível? O programa Caminhos da Reportagem trouxe em programa especial pesquisa e histórias de quem é chamado até de ermitão. Os desconectados explicam que não é bem assim.
Confira o vídeo: https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=Zow67CRGaQs&feature=emb_logo :
