Fabrício Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso no início da manhã desta quinta-feira (18) em Atibaia, interior de São Paulo. Ele deverá ser levado para o Rio de Janeiro.
Segundo a imprensa nacional, ele estava em um imóvel de Frederick Wasseff, advogado da família Bolsonaro. Após ser detido, eel foi levado para unidade da Polícia Civil no Centro da capital paulista, passou pelo IML (Instituto Médico Legal) e foi levado para o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
A ação faz parte da Operação Anjo, que cumpre ainda outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça, relacionadas ao inquérito que investiga a chamada rachadinha, em que servidores da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado) devolveriam parte dos seus vencimentos ao então deputado estadual Flávio Bolsonaro.
Queiroz era lotado no gabinete do parlamentar à época em que Flávio era deputado estadual. O nome dele consta em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que aponta uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta em nome do ex-assessor.
O relatório integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que prendeu deputados estaduais no início de novembro do ano passado.
Investigação
Segundo o site G1, Queiroz foi preso por volta das 6h e o imóvel onde ele estava começou seria usado como escritório pelo Fred Wassef. O local vinha sendo monitorado havia cerca de dez dias, a pedido de promotores do Rio, pois informações de um celular apreendido indicava que ele estaria escondido, vivendo lá.
Um delegado que participou da operação relatou que foi preciso arrombar o portão e a porta da casa onde Queiroz estava. Ele não resistiu, disse que estava muito doente e seria avaliado por um médico da Polícia Civil.
O advogado dono do imóvel onde Queiroz estava ao ser preso participou na quarta-feira (17) da cerimônia de posse do novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Mais ações
A Polícia Civil também fez buscas no início da manhã em um imóvel que consta na relação de bens do presidente, em Bento Ribeiro, Zona Norte da capital fluminense.
O Ministério Público do Rio de Janeiro obteve na Justiça a decretação de medidas cautelares contra outros suspeitos de participação no esquema, entre eles, o servidor Matheus Azeredo Coutinho, os ex-funcionários Luiza Paes Souza e Alessandra Esteve Marins e o advogado Luis Gustavo Botto Maia.
Essas medidas incluem busca e apreensão, afastamento da função pública, comparecimento mensal em juízo e a proibição de contato com testemunhas. A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Queiroz, mas não obteve resposta.