Justiça

Justiça concede liberdade provisória a acusado de jogar carro contra pessoas em bar em Guararapes

Está proibido de frequentar bares, casas noturnas e de se aproximar e manter contato com as vítimas por qualquer meio

Agência Trio Notícias
17/07/26 às 18h50

A Justiça concedeu a liberdade provisória ao homem de 42 anos, que havia sido preso em flagrante na noite de quinta-feira (16), acusado de tentativa de homicídio contra pessoas que estavam em um bar em Guararapes (SP), após se desentender com duas mulheres com as quais bebia momentos antes. Ele também foi acusado de embriaguez ao volante.

Segundo a assessoria de imprensa do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), durante a audiência de custódia foi concedida a liberdade provisória, mas ele está proibido de frequentar bares, casas noturnas e demais estabelecimentos cujo comércio de bebidas alcoólicas.

Além disso, terá que comparecer em juízo a cada 60 dias para informar e justificar as atividades; está proibido de se aproximar e de manter contato com as vítimas por qualquer meio, devendo manter distância mínima de 300 metros delas; e está proibido de ausentar-se da comarca por mais de oito dias, sem prévia comunicação.

A Justiça também determinou a suspensão da carteira de habilitação do investigado, que deverá ser recolhida. Ele já teve o carro que conduzia durante a ação apreendido e recolhido ao pátio de um guincho.

Caso

Segundo o que foi relatado em boletim de ocorrência, duas mulheres, de 27 e 21 anos, disseram à polícia que se desentenderam com o investigado enquanto ingeriam bebidas alcoólicas nesse bar.

Ele teria passado a ofendê-las com palavras de baixo calão e agredido a mais velha com um tapa no rosto, dando início a uma briga que se estendeu até à calçada do estabelecimento. Em seguida ele teria entrado em um Peugeot 3008 e acelerado na direção das duas mulheres e de outras pessoas que estavam na frente e na calçada do estabelecimento.

Silêncio

Ao ser abordado conduzindo o veículo pela região central da cidade, o investigado teria informado aos policiais militares que havia se desentendido com pessoas no bar, depois optou por permanecer em silêncio.

A polícia teve acesso a um vídeo com imagens do ocorrido, o qual foi compartilhado em grupos de aplicativo de mensagens. Com base nessas imagens, o delegado que presidiu a ocorrência concluiu que o investigado jogou de forma consciente o carro na direção das vítimas, tentando atingi-las, inclusive invadindo a calçada.

Embriaguez

Laudo de exame por médico legista apontou que o investigado estava alcoolizado e não embriagado, mas o delegado optou inicialmente por enquadrá-lo também por esse crime. Ele entendeu que o exame pericial foi realizado tempos depois da ocorrência, quando os sinais e sintomas da embriaguez já poderiam ter desaparecido.

Um advogado que representou o investigado durante o flagrante argumentou que não houve tentativa de homicídio. Para o defensor, ele teria apenas tentado escapar das graves ameaças que estaria sofrendo, visando resguardar a própria vida e segurança.

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