Geral

Paulo Guedes pede 'sacrifício' dos servidores federais

Em entrevista com o presidente Bolsonaro, disse que o servidor não pode ficar trancado em casa, com a geladeira cheia, assistindo a crise, enquanto milhões de brasileiros estão perdendo o emprego

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
27/04/20 às 12h44
Presidente Bolsonaro participou de entrevista no início da manhã ao lado de alguns ministros (Foto: Reprodução de vídeo)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em entrevista na manhã desta segunda-feira (27), que os servidores federais terão que fazer um sacrifício e não pedir aumento pelo período de um ano e meio.

A declaração foi feita em entrevista de aproximadamente 15 minutos, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na saída do Palácio do Alvorada, em Brasília.

Foi a primeira aparição pública do presidente desde o pronunciamento feito por ele na tarde de sexta-feira (24), após a polêmica demissão do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Coincidentemente, Bolsonaro encerrou a entrevista quando uma repórter perguntou se ele já havia definido os nomes para substituir o ex-juiz da Lavajato e o diretor-chefe da Polícia Federal.

Agenda positiva

A entrevista concedida pelo presidente foi para falar da agenda positiva. Também esteve presente a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que citou a safra recorde de grãos, o que também deve acontecer com a safrinha, que está terminando de ser plantada.

Ela disse ainda que o abastecimento da população está garantido e que o Brasil deve recorde de exportações em função do agronegócio.

Infraestrutura

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, também fou ao ser convocado pelo presidente, que comentou que no ano passado já foi feito muito pelo governo em infraestrutura, perto do que havia, principalmente por equipes do Exército.

O ministro afirmou que segue mantida a meta de obter R$ 250 bilhões de investimentos privados em concessões, apesar da crise econômica mundial provocada pela pandemia do coronavírus.

Ele declarou que mantém contato com os investidores nacionais e estrangeiros, que continuam empolgados com as concessões, pois os juros continuam caindo.

“Eles estão apenas esperando as melhores oportunidades e as melhores oportunidades estão aqui. A gente tem excelentes ativos de infraestrutura, vamos seguir firmes com o nosso programa de concessões e em breve vamos publicar os primeiros editais”, declarou.

De acordo com ele, os primeiros editais serão publicados ainda este ano, relacionados a portos, mas também há projeto de concessão de rodovias em análise no TCU (Tribunal de Contas da União) e há projetos de ferroviais no mesmo sentido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil vai surpreender

O ministro da Economia disse em seu pronunciamento que apesar de este ser um ano excepcional, em que todos os países do mundo estão gastando mais, ele acredita que no ano que vem o Brasil voltará a crescer, com investimentos em saneamento, petróleo e gás, em infraestrutura  e logística.

“Nós seguimos firme com o nosso compromisso. A economia vai pegar e nós vamos surpreender o mundo de novo. No ano passado nós surpreendemos o mundo. Milhões de pessoas nas ruas na França contra a Previdência e milhões de brasileiros nas ruas a favor das reformas. O congresso é reformista, apoia a pauta de reformas do presidente”, declarou.

Paulo Guedes citou os servidores federais ao comentar que o governo agora está cuidando da saúde da população, mas precisa da contrapartida desse setor da sociedade.

“Precisamos também que o funcionalismo público mostre que está com o Brasil, que vai fazer um sacrifício pelo Brasil. Não vai ficar trancado em casa, com geladeira cheia, assistindo a crise, enquanto milhões de brasileiros estão perdendo o emprego. Não, eles vão colaborar. Eles vão ficar sem pedir aumento por algum tempo”, comentou.

Ele afirmou que o presidente não vai tirar direitos dos servidores e nem reduzir salários, mas por atenção aos brasileiros, para ajudar no combate à crise, eles não devem pedir aumento salarial por um ano e meio.

Pró-Brasil

Paulo Guedes também falou sobre o programa Pró-Brasil, anunciado na semana passada pelo governo federal em entrevista coletiva, sem a presença dele.

“A pauta de reformas segue ali na frente. Nós vamos fazer saneamento, petróleo e gás, infraestrutura, setor elétrico. O Brasil vai surpreender o mundo. E o programa Pró-Brasil, na verdade, são os estudos justamente na área de infraestrutura, de construção civil, são estudos adicionais para ajudar nessa arrancada de crescimento que nós vamos fazer”, argumentou.

Ele reforçou que esses investimentos serão feitos dentro dos programas de recuperação de estabilidade fiscal.

Nós não queremos virar a Argentina, não queremos virar a Venezuela. Nós estamos em outro caminho, no caminho da prosperidade e não de desespero. O Brasil está andando em direção à porsperidade, nós vamos aumentar os salários com o aumento de produtividade, estamos privatizando, abrindo a economia, aumentando os investimentos. O presidente está determinado”, declarou.

O ministro afirmou ainda que o mundo inteiro está olhando para o Brasil, entendendo que o Brasil está mudando para melhor. E disse que a União deve aumentar investimentos em infraestrutura, mas sem a realização de planos nacionais de desenvolvimento, como os feitos anteriormente, argumentando que o excesso de gastos corrompeu a economia brasileira.

Financiamento

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também falou rapidamente a pedido de Bolsonaro e destacou as medidas adotadas para amentar a concessão de crédito. Porém, ele reconheceu que o crédito ainda não tem chegado aos pequenos e afirmou que isso será resolvido.

Bolsonaro afirmou que está acompanhando os governadores, dizendo que grande parte deles está abrindo para o comercio, citando o do Distrito Federal, o qual elogiou. “Ficamos muito felizes com isso. Abertura com responsabilidade. Preservar vidas, mas também preservar os empregos”, disse.

Ele também comentou sobre a negociação da Embraer com a Boing, que anunciou ter desistido no negócio, e disse que se isso for confirmado, poderá iniciar contato com outras empresas.

Quando questionado se já tinha definido os nomes para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal, Bolsonaro encerrou a entrevista.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
  27/05/26 às 18h36
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.