O Brasil vai surpreender
O ministro da Economia disse em seu pronunciamento que apesar de este ser um ano excepcional, em que todos os países do mundo estão gastando mais, ele acredita que no ano que vem o Brasil voltará a crescer, com investimentos em saneamento, petróleo e gás, em infraestrutura e logística.
“Nós seguimos firme com o nosso compromisso. A economia vai pegar e nós vamos surpreender o mundo de novo. No ano passado nós surpreendemos o mundo. Milhões de pessoas nas ruas na França contra a Previdência e milhões de brasileiros nas ruas a favor das reformas. O congresso é reformista, apoia a pauta de reformas do presidente”, declarou.
Paulo Guedes citou os servidores federais ao comentar que o governo agora está cuidando da saúde da população, mas precisa da contrapartida desse setor da sociedade.
“Precisamos também que o funcionalismo público mostre que está com o Brasil, que vai fazer um sacrifício pelo Brasil. Não vai ficar trancado em casa, com geladeira cheia, assistindo a crise, enquanto milhões de brasileiros estão perdendo o emprego. Não, eles vão colaborar. Eles vão ficar sem pedir aumento por algum tempo”, comentou.
Ele afirmou que o presidente não vai tirar direitos dos servidores e nem reduzir salários, mas por atenção aos brasileiros, para ajudar no combate à crise, eles não devem pedir aumento salarial por um ano e meio.
Pró-Brasil
Paulo Guedes também falou sobre o programa Pró-Brasil, anunciado na semana passada pelo governo federal em entrevista coletiva, sem a presença dele.
“A pauta de reformas segue ali na frente. Nós vamos fazer saneamento, petróleo e gás, infraestrutura, setor elétrico. O Brasil vai surpreender o mundo. E o programa Pró-Brasil, na verdade, são os estudos justamente na área de infraestrutura, de construção civil, são estudos adicionais para ajudar nessa arrancada de crescimento que nós vamos fazer”, argumentou.
Ele reforçou que esses investimentos serão feitos dentro dos programas de recuperação de estabilidade fiscal.
“ Nós não queremos virar a Argentina, não queremos virar a Venezuela. Nós estamos em outro caminho, no caminho da prosperidade e não de desespero. O Brasil está andando em direção à porsperidade, nós vamos aumentar os salários com o aumento de produtividade, estamos privatizando, abrindo a economia, aumentando os investimentos. O presidente está determinado”, declarou.
O ministro afirmou ainda que o mundo inteiro está olhando para o Brasil, entendendo que o Brasil está mudando para melhor. E disse que a União deve aumentar investimentos em infraestrutura, mas sem a realização de planos nacionais de desenvolvimento, como os feitos anteriormente, argumentando que o excesso de gastos corrompeu a economia brasileira.
Financiamento
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também falou rapidamente a pedido de Bolsonaro e destacou as medidas adotadas para amentar a concessão de crédito. Porém, ele reconheceu que o crédito ainda não tem chegado aos pequenos e afirmou que isso será resolvido.
Bolsonaro afirmou que está acompanhando os governadores, dizendo que grande parte deles está abrindo para o comercio, citando o do Distrito Federal, o qual elogiou. “Ficamos muito felizes com isso. Abertura com responsabilidade. Preservar vidas, mas também preservar os empregos”, disse.
Ele também comentou sobre a negociação da Embraer com a Boing, que anunciou ter desistido no negócio, e disse que se isso for confirmado, poderá iniciar contato com outras empresas.
Quando questionado se já tinha definido os nomes para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal, Bolsonaro encerrou a entrevista.
