O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reunirá na próxima sexta-feira (4) para julgamento do carpinteiro Éder Cléber Pereira dos Santos, 43 anos, conhecido como “Neguinho” , que é acusado de ter matado o próprio filho, um bebê de 5 meses.
Segundo a denúncia do Ministério Público, ele teria cometido o crime por desconfiar que a criança não seria filho dele e por não suportar o choro do bebê. O caso ocorreu na madrugada de 7 de agosto de 2006, em uma residência na rua Izamar, no bairro Primavera. A criança, Cléber Danilo Simões dos Santos, teve lesões no crânio e nas nádegas.
Consta no relatório de pronúncia do réu para o julgamento pelo Tribunal do Júri, que após a morte da criança, tanto o réu quanto a companheira dele, mãe do bebê, alegaram que ele teria caído do berço. Entretanto, laudo do exame necroscópico apontou que as lesões sofridas são incompatíveis com queda de carrinho de bebê ou da cama.
Sem paciência
A mãe da vítima disse em juízo que o companheiro dela tinha pouca paciência com a criança e duvidava da paternidade. Alegou ainda que apenas o réu e a vítima estavam na casa naquela madrugada.
Na versão da mulher, ela havia saído do quarto para preparar uma mamadeira, deixando o filho na companhia do pai. Quando estava na cozinha teria ouvido um barulho, seguido do silêncio por parte da criança, que chorava momentos antes.
Ainda de acordo como a mãe do bebê, dias antes da morte, o companheiro dela teria dito para o pai dele, que aquela seria a última vez que veria o neto.
Negou
Em juízo, o réu negou as acusações, alegando que nunca teve dúvidas quanto à paternidade do bebê. Disse ainda que nunca agrediu a criança e que naquela madrugada, foi acordado pela companheira dizendo que iria fazer mamadeira, mas voltou a dormir.
Na versão dele, o filho do casal dormia na cama com eles e não sabia que ao levantar, a mulher teria colocado o bebê no carrinho. Ele declarou em juízo que após ouvir um barulho, viu o filho caído próximo ao carrinho.
Também foi ouvida em juízo uma vizinha do casal, que havia levado o bebê para um passeio na tarde anterior à morte. Ela negou que a criança tivesse sofrido alguma queda durante o passeio, afirmando que a vítima estava com boa saúde.
Julgamento
Santos foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento está previsto para começar às 9h, no Fórum de Araçatuba.
