Opinião

Dinheiro à vista

Governo lança mais uma ação para ajudar na retomada da economia, geração de emprego e renda

Walter Roque Gonçalves*
27/05/22 às 15h32

O governo lançou, no dia 25 de maio de 2022, mais uma ação para ajudar na retomada da economia, geração de emprego e renda. Uma linha de crédito para micro e pequenos empresários. 

O dinheiro, na verdade, é dos bancos. O que o governo fez foi garantir a estes o pagamento destas dívidas caso algum empreendedor não honre com seus compromissos. Desta forma, os juros - que consideram os riscos dos empréstimos - caem consideravelmente. Para o governo empregos geram renda e esta por sua vez, a arrecadação de impostos. 

De acordo com o Ministério da Economia, as micro e pequenas empresas representam 99% das empresas no Brasil, geram 62% dos empregos formais e representam 27% do PIB (soma de toda a riqueza produzida no País).

Conforme o site da pasta, em 2020, o governo brasileiro adotou um pacote de medidas de estímulo à economia para mitigar os efeitos do novo coronavírus, em um montante superior a R $1,169 trilhão. 

Para as MPEs e para os microempreendedores individuais (MEI) foram concedidos diferimento de impostos como o Simples Nacional, contribuições da seguridade social e pagamento de débitos; possibilidade de redução de jornada de trabalho e suspensão de contratos; auxílio emergencial aos MEI; além de linhas de crédito específicas para o segmento.

Somados, o Pese (Programa Emergencial de Suporte a Empregos), o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o Peac (Programa Emergencial de Acesso ao Crédito), nas modalidades FGI e Maquininhas, ampararam, até 31 de dezembro de 2021, a concessão de créditos no valor de aproximadamente R$ 166 bilhões, em mais de 1,2 milhão de contratos.

Esta nova gama de recursos é iniciativa da Sepec (Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade), do Ministério da Economia, por meio do programa Brasil Crédito Empreendedor, são mais de R$20 bilhões dos R$100 bilhões previstos para distribuição no programa. O dinheiro estará disponível em 30 dias em mais de 40 bancos. A primeira parcela é paga entre seis meses e um ano, com juros que variam de 1,5% até 2,8% ao mês. O IOF (Imposto sobre Transações Financeiras) não será cobrado.

Os  empreendedores interessados, que ainda não estão formalizados, devem correr para regularizar a situação e ter acesso a esta linha de crédito. E, todo cuidado é pouco com financiamentos, mesmo que o governo garanta os pagamentos, o empreendedor poderá ter o seu nome negativado nas instituições financeiras e dificuldade para conseguir novos empréstimos futuramente. O dinheiro, sendo seu ou emprestado, deve ser utilizado com sabedoria e responsabilidade.

(Foto: arquivo pessoal)

*Walter Roque Gonçalves é professor executivo FGV, consultor de resultados especializado em micro, pequenas e médias empresas.
(E-mail: walter@consultoriajk.com.br )


** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

Gostaria de ter artigos publicados no Hojemais Araçatuba? Entre em contato pelo e-mail redacao@ata.hojemais.com.br  

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM OPINIÃO
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Empresa Jornalística e Editora LTDA
32.184.870-0001/54
Editor responsável:
Aline Galcino - MTB: 43087/SP
aline.galcino@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2022 - Grupo Agitta de Comunicação.