Opinião

Novas escolhas

"É certo de que o mundo pós-pandemia nunca mais será o mesmo mas, precisamos nos lembrar de que, se o cidadão não muda, a sociedade também não mudará"

Rosana Borges Gonçalves*
01/07/22 às 15h00

Percebemos que conforme a necessidade a sociedade precisa evoluir. Os direitos humanos passaram por várias dimensões ou gerações conforme as necessidades da época, embora ainda sejam atuais.

Porém, a história já nos diz que, essas não podem ser um "trabalho de um homem só”, onde deixamos o negativismo nos atingir, não nos dando conta de que muitas vezes somos os autores e não vítimas, buscando somente direitos e nos esquecendo dos deveres.

De acordo com a classificação intitulada “gerações de direito” pelo jurista Karel Vasak em 1979, o mundo viveu às  épocas dos direitos de primeira, segunda e terceira geração. Nos direitos de primeira geração, o que se buscava era o direito individual (civil), e que teve como marco histórico a Revolução Francesa.

Já os direitos de segunda geração, o primordial seria o coletivo, marcado pela luta dos trabalhadores do século XX, caracterizado como direitos sociais.

E por último, o direito de terceira geração ou dimensão, em 1960, que foi conhecido como direito à fraternidade ou solidariedade, caracterizado pela preocupação do ser humano como um todo. 

É certo de que o mundo pós-pandemia nunca mais será o mesmo mas, precisamos nos lembrar de que, se o cidadão não muda, a sociedade também não mudará e, consequentemente, as leis não sairão do papel. 

A procura por culpados não nos favorece, mas precisamos entender onde erramos. Um exemplo que vimos durante a pandemia, quando o foco era a educação, foram algumas salas de aula online, onde rotineiramente o que os professores encontravam eram câmeras desligadas e alunos dispersos. Famílias que não sentavam com seus filhos, por vários motivos, a fim de que os mesmos pudessem cumprir as tarefas da escola. Ou um auxílio emergencial utilizado de maneira errônea por aqueles que talvez nem necessitavam de ajuda. Um caminho de mão dupla, cheio de dificuldades com certeza, mas que em outras vezes o que faltavam eram prioridades.

Por outro lado, quem percebeu durante a pandemia uma oportunidade de melhoria, colhe seus frutos e hoje os resultados já são aparentes. Desde novos tipos de negócios virtuais, até mesmo a redução de jornada de trabalho visando produtividade e qualidade de vida de seus colaboradores, como acontece numa empresa de software em Franca-SP chamada Novahaus.

Que, com isso, possamos entender que independentemente da época em que vivemos, seja voltada para o indivíduo ou para a sociedade como um todo, durante as adversidades, ainda que pareçam insignificantes, sempre haverá novos caminhos e consequentemente novas escolhas.

(Foto: arquivo pessoal)

* Rosana Borges Gonçalves é professora efetiva nos anos iniciais desde 2001. Pós-graduada em Novas Tecnologias Educacionais; Ludopedagogia e Direito Educacional, e graduanda em Direito (bacharelado).


** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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