Opinião

Os “monstros empresariais”. Vocês sabem indentificá-los?

Uma brincadeira que alguém levou a sério e não disse nada; a fala do líder mal interpretada, o que parece ter dito fulano ou ciclano; dúvidas sobre os cálculos da hora extra e assim por diante...

Walter Roque Gonçalves*
01/04/22 às 14h07

O que acontece com o namorado que não atende ao telefone horas depois de ter saído do trabalho? Ou ao filho que diz para mãe que volta à 1h da madrugada e às 3h ainda não deu notícias? O que se passa na mente dessa namorada angustiada e da mãe aflita?

Seja o que for, soa como verdades provisórias, monstros que inundam a mente de pensamentos fazendo-as sofrerem como se o que pensassem fosse de fato realidade. Esta sensação gera o desgaste emocional, físico e mental. Consome energia preciosa para manter o corpo e a mente sãos. 

A mente humana é poderosíssima e não distingue se os pensamentos são de fato realidade ou não. O cérebro humano tem o poder de projetar coisas boas ou ruins, depende daquilo que se dá foco. Este órgão permite transformar a experiência com um pequeno inseto, como uma formiga, em um monstro aterrorizante, como em um pesadelo. E, com isto, o sofrimento é real e leva as pessoas a reações desproporcionais. 

Dentro do ambiente empresarial estes “monstros” existem aos montes e minam a energia e capacidade de gerar resultados da equipe. Uma brincadeira que alguém levou a sério e não disse nada; a fala do líder mal interpretada, o que parece ter dito fulano ou ciclano; dúvidas sobre os cálculos da hora extra e assim por diante... São problemas que começam pequenos, mas que tomam proporção na mente daqueles que os carregam e logo afetam a concentração, disposição, motivação e a capacidade de gerar resultados para a empresa.

Na grande maioria das vezes, os subordinados não se sentem à vontade em falar o que sentem e pensam à  liderança. O medo é de ser repreendido ou mesmo mandado embora. Para virar esta chave na comunicação, a liderança precisa treinar a capacidade de ouvir plenamente, sem julgar no primeiro momento.

No segundo momento pode-se dizer algo como “entendo o seu ponto de vista”, ou seja, não há concordância ou não com o que foi dito. Em seguida é possível colocar o assunto na perspectiva do líder e através deste diálogo ambos saem com visão alinhada sobre o assunto. Neste processo, o monstro que aterrorizava a mente do colaborador perde o poder em prol da produtividade empresarial.

(Foto: arquivo pessoal)

*Walter Roque Gonçalves é professor executivo FGV, consultor de resultados especializado em micro, pequenas e médias empresas.
(E-mail: walter@consultoriajk.com.br )


** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.


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