Polícia

A pedido de investigado, defesa entrega à polícia celular de motorista por aplicativo assassinado

Homem preso por ter cometido o crime entregou carta à advogada dele, informando onde estava o Iphone 13 Pro Max, avaliado em pelo menos R$ 9 mil

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
23/03/23 às 18h10
Corpo de Glauber Humberto Florentino foi encontrado em um canavial de Bento de Abreu no dia 12 deste mês (Foto: Reprodução)

A advogada Marylin Daiana Alves entregou à Polícia Civil de Araçatuba (SP), o celular Iphone 13 Pro Max que pertencia ao motorista por aplicativo Glauber Humberto Florentino, 35 anos, que teve o corpo encontrado em um canavial no dia 12 deste mês. Ele havia desaparecido no dia 1.º.

De acordo com ela, o aparelho foi recuperado após o acusado do crime, que é representado por ela, entregar uma carta informando onde ele estava. O investigado tem 33 anos e segue preso temporariamente na cadeia de Penápolis, aguardando a conclusão do inquérito.

O delegado Paulo Natal disse em entrevista coletiva na manhã seguinte à prisão, junto com o delegado Rodolfo Carlos de Oliveira, que coordena a investigação, que em depoimento, o acusado alegou que havia deixado do celular no carro da vítima. Ele também alegou que havia vendido o veículo.

Carta

Segundo a advogada, na carta que foi entregue a ela no início desta semana, durante atendimento que fez ao cliente na cadeia em Penápolis, ele informa que em momento algum teve intenção de ficar com o celular, que está avaliado em pelo menos R$ 9 mil.

Ainda de acordo com a defensora, ele cita que no desespero após a constatar a morte Florentino, o investigado decidiu guardar o aparelho, mas optou por devolvê-lo agora.

Na terça-feira a informação foi compartilhada com o delegado, que indicou dois investigadores para acompanhar Marylin até o local indicado na carta. O celular foi localizado, recolhido e após ser apreendido formalmente, foi encaminhado para perícia.

“A defesa vai continuar acompanhando a investigação e o nosso cliente segue à disposição da polícia e da Justiça para dar os devidos esclarecimentos quando for solicitado”, informa a advogada.

Caso

O boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento da vítima foi registrado por uma prima, no dia 2 deste mês. Na ocasião ela informou que ele havia saído com um Ford Ecosport que usava para trabalhar como motorista por aplicativo.

Um inquérito foi instaurado pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), que durante a investigação apurou que Florentino havia mantido conversas com o investigado por meio de um aplicativo de relacionamento. A polícia também conseguiu imagens do acusado entrando no carro da vítima no dia do desaparecimento, quando foi buscá-lo no condomínio onde reside.

Prisão

A pedido da Polícia Civil, a 3ª Vara Criminal expediu o mandado de prisão temporária, mas o investigado havia viajado para Salvador (BA). Naquele domingo, quando os policiais tiveram conhecimento de que ele havia retornado para Araçatuba, equipe esteve no condomínio onde ele mora e deu cumprimento à ordem judicial.

Após ser preso, o acusado levou os policiais até um canavial em Bento de Abreu e indicou onde estava o corpo, que foi encontrado enterrado em uma cova rasa, com parte de um dos braços exposto. Ainda segundo a polícia, o acusado alegou ter matado a vítima com golpes de um pedaço de madeira, provavelmente um taco de baseball.

Encontro amoroso

Ouvido ainda na noite de domingo na presença da advogada, o acusado confirmou que havia conhecido Florentino por meio de um aplicativo de relacionamento e os dois teriam marcado um encontro amoroso em Bento de Abreu, cidade onde ele já residiu.

Segundo a polícia, em depoimento o investigado alegou que se desentendeu com o motorista de aplicativo, que teria pedido para ele vender a Ecosport. O motivo, na versão dele, era de que a vítima havia terminado um relacionamento de 12 anos e não queria dividir o bem com o ex-companheiro.

Diante da discussão ele teria agredido Florentino com um soco na cabeça, fazendo com que desmaiasse. Após colocá-lo no banco traseiro do veículo ele teria seguido até o canavial, onde a vítima teria retomado os sentidos, houve nova briga e nesse momento teriam ocorrido as agressões com o taco de baseball.

Quando o motorista por aplicativo já estava desacordado, ele o teria feito engolir vários comprimidos de Dipirona e depois decidiu enterrar o corpo. Ainda na versão do acusado, ele vendeu o carro para uma pessoa de São Paulo por R$ 9 mil, o mesmo valor que estaria avaliado o celular agora recuperado, e viajou para Salvador.

A polícia segue investigando o caso e informou que não dará detalhes do que já foi apurado até o momento para não comprometer os trabalhos.

Iphone recuperado pela polícia está avaliado em pelo menos R$ 9 mil (Foto: Hojemais Araçatuba)
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