Polícia

Acusada de tentar vingar companheiro volta para a prisão 2 meses após ser solta

Em fevereiro foi condenada pelo Tribunal do Júri de Araçatuba a 2 anos de prisão em regime inicial aberto, mas agora teve a prisão preventiva decretada

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
15/04/22 às 10h46

Vitória Laira da Silva de Deus Fernandes, 20 anos, que em fevereiro ganhou a liberdade após ser condenada pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) a 2 anos de prisão no regime aberto, voltou para a cadeia na noite de quinta-feira (14). 

Ela teve um mandado de prisão preventiva cumprido por equipe do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), que por volta das 19h30 estava em patrulhamento e a encontrou na frente de uma residência na rua Pará.

A jovem foi abordada, apresentada no plantão policial, onde em consulta foi encontrado um mandado de prisão preventiva, expedido na terça-feira (12), por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Uma irmã dela foi comunicada da prisão por telefone e o advogado de Vitória também esteve na delegacia e tomou ciência da prisão da cliente. Segundo o boletim de ocorrência, ela permaneceria custodiada em uma cela específica na delegacia, para posteriormente ser encaminhada a uma unidade prisional.

Tiros

Vitória Laira e uma amiga dela foram presas em flagrante em junho de 2020, acusadas de tentar vingar uma tentativa de homicídio contra o companheiro dela. Cada uma teria adquirido um revólver calibre 38, as duas foram à casa de uma irmã da vítima e contaram que o irmão dela teria tentado matar o namorado de Vitória Laira.

Quando a vítima chegou houve uma discussão e as jovens teriam sacado as armas e ameaçado matá-la. A Polícia Militar foi acionada e quando as viaturas chegaram, o homem tentou desarmar a amiga de Vitória Laira, que fez um disparo e acertou o joelho da companheira dele.

Vitória Laira também fez um disparo, acertou a mão da vítima, e em seguida atendeu a ordem policial para soltar o revólver e deitar-se no chão. A amiga dela foi desarmada pelos policiais quando ainda disputava a posse do revólver com a vítima.

Porte de arma

As duas foram denunciadas por dupla tentativa de homicídio e permaneceram presas até o julgamento pelo Tribunal do Júri, que ocorreu em 16 de fevereiro deste ano. Durante a sessão, o promotor de Justiça Adelmo Pinho pediu a desclassificação dos crimes para porte ilegal de arma de fogo, mesmo pedido da defesa, que foi acatado pelos jurados.

As duas foram condenadas a 2 anos de prisão em regime inicial aberto, com direito a recorrer em liberdade, e o juiz Henrique Castilho determinou a expedição do alvará de soltura.

Preventiva

Não consta no registro da captura o motivo da expedição do mandado de prisão contra Vitória Laira. Em consulta ao processo não foi encontrado nenhum despacho a respeito, somente a comunicação da expedição do mandado.

A reportagem apurou que no dia 19 de fevereiro, a vítima dos disparos de arma de fogo esteve na delegacia e informou que na noite anterior, ou seja, dois dias após o julgamento, Vitória Laira teria passado com uma Honda Biz na frente da casa dela.

Entretanto, deixou claro que não houve ameaça, apesar de ter ficado com medo por ela não morar no bairro.

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