Um pedreiro de 60 anos, morador no bairro Jussara, em Araçatuba (SP), foi detido após ser encontrado escondido debaixo da caminhonete dele, no início da noite de terça-feira (25). Ele é acusado de atirar contra um comerciante de 35 anos.
Dois filhos do investigado também teriam participado de ameaças à vítima, que conseguiu fugir e não foi atingida por tiros. Apesar da denúncia da vítima, a polícia não encontrou arma e nem sinais de tiros.
Uma equipe da Polícia Militar encontrou o comerciante em um estabelecimento comercial na rua Marcos Toquetão. Segundo os policiais, ele estava assustado, nervoso e disse que quando saía de uma oficina mecânica nas imediações, conduzindo uma picape, teve a frente interceptada por uma caminhonete preta.
De acordo com ele, no veículo estavam o pedreiro e os dois filhos dele. Um dos filhos teria ido até a vítima e passado a desferir socos na cabeça e em um dos braços, enquanto o outro foi pela porta do passageiro e tentou retirar a chave do contato da picape.
Tiros
O comerciante disse que conseguiu abrir a porta da picape e saiu correndo pela rua Marcos Toquetão, mas foi seguido pelo pedreiro, que teria sacado um revólver cromado. No cruzamento com a rua Carlos Artioli, quando estava distante cerca de 15 a 20 metros do investigado, ele teria efetuado disparos, sem atingi-lo, pois conseguiu se esconder no interior de uma empresa.
A vítima informou o endereço do pedreiro, que foi encontrado escondido debaixo de uma caminhonete estacionada no quintal, no fundo da casa onde mora. Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, o investigado estava acompanhado de um neto debaixo do veículo e negou as acusações, alegando que se escondeu por medo, mas não informou do que.
Ainda de acordo com a polícia, o pedreiro disse que não conhecia o comerciante, mas confirmou que esteve no cruzamento onde a vítima diz que ocorreram os disparos, mas estaria a procura dos filhos dele, momentos antes de ser abordado.
A polícia não conseguiu encontrar os dois filhos do pedreiro, mas a irmã dos rapazes, que é advogada, esteve na delegacia e informou os nomes deles.
Picape
Durante o registro da ocorrência o comerciante disse ter visto os rapazes rebocando a picape utilizando a caminhonete. O veículo foi encontrado abandonado na rua José Guerra, próximo à "chácara da Marlene" , e a irmã dos investigados providenciou para que ele fosse apresentado na delegacia, onde foi devolvido ao proprietário.
O comerciante disse que as agressões e os disparos de arma de fogo seriam pela cobrança de uma dívida de R$ 1.300,00 que ele teria com um dos filhos do pedreiro, a qual teria contraído cerca de cinco anos atrás.
O pedreiro, por sua vez, alegou que após ser detido soube que o filho dele tentou fazer um negócio com o comerciante e não recebeu pelo produto. Essa versão é contestada pela vítima.
Investigação
Equipe do Instituto de Criminalística comunicou à polícia que não encontrou vestígios de disparos de arma de fogo, mas o pedreiro foi submetido a exame residuográfico.
O delegado decidiu por liberar os envolvidos após serem ouvidos, mas será instaurado um inquérito para investigar os fatos. Inicialmente o caso foi registrado como disparo de arma de fogo e exercício arbitrário das próprias razões (fazer justiça pelas próprias mãos).
