Trabalho
Ainda na versão do investigado, ao acordar pela manhã, ele foi trabalhar. Porém, por volta das 9h30 ele foi ao posto de saúde do bairro e pediu a uma enfermeira que o acompanhasse até a casa dele, onde a vítima foi encontrada morta.
A mulher estava nua e, segundo os policiais que atenderam a ocorrência, tinha um arranhão na testa, outro próximo ao mamilo e um no braço. Os policiais também perceberam que a casa havia sido lavada e encontraram no varal, roupas do borracheiro com vestígios de sangue, apesar de também terem sido lavadas.
As roupas de Adriana estavam no banheiro, onde havia manchas de sangue na parede. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) esteve no local e confirmou o óbito.
O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico após a realização de perícia, que foi acompanhada por policiais da Delegacia de Homicídios Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais).
Linchamento
Segundo os policiais que atenderam a ocorrência, o borracheiro teve que ser levado rapidamente para o plantão policial devido ao risco de ser agredido por outros moradores. Na delegacia confirmou ter agredido a vítima e foi preso em flagrante por feminicídio.
Em 2012, o acusado foi parar na delegacia acusado de estupro de vulnerável contra um sobrinho dele, com 13 anos na época. Na ocasião, o menino disse que foi à casa do tio para pegar o carregador do celular do padrasto, quando foi agarrado e obrigado a fazer sexo oral.
O crime teria sido flagrado pelo irmão mais velho da vítima, que foi procurá-la e ao abrir a porta do quarto, viu o tio deitado na cama com as calças abaixadas.
Ao vê-lo, o investigado teria vestido a roupa rapidamente e a vítima revelou o abuso, dizendo que tio dele havia falado que não era para contar para a mãe deles.
