A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu na noite de terça-feira (17), dois homens, um de 37 e outro de 22 anos, acusados de serem os chefes do tráfico de drogas nos bairros Morada dos Nobres, Claudionor Cinti e Jussara.
A dupla, que estava com mandado de prisão temporária expedido pela Justiça em inquérito que investiga uma tentativa de homicídio, foi flagrada com mais de sete quilos de maconha. Os acusados negaram a propriedade da droga.
As prisões foram feitas por policiais militares que estavam em patrulhamento e receberam denúncia de que os acusados estavam morando em uma casa na rua Lions Clube. Ainda segundo a denúncia, os dois utilizavam o imóvel para o comércio de drogas.
Os policiais foram ao endereço informado e como o portão estava trancado, eles pularam o muro. A porta da casa estava aberta e os policiais surpreenderam os acusados dormindo, deitados em colchões no chão de um dos quartos.
Drogas
A dupla foi revistada, não trazia nada de irregular, porém, os policiais sentiram o cheiro de maconha. Em vistoria na casa, eles encontraram uma bolsa no outro quarto, na qual havia 18 pedaços de maconha.
Junto havia um saco plástico com cocaína e mais 12 pinos com a droga, além de uma balança de precisão, uma faca com resto de maconha e plástico filme para fracionar entorpecente.
Apesar de ter negado a propriedade da droga, os acusados foram levados para o plantão policial e presos em flagrante.
Tiros
A dupla presa na noite de terça-feira também é acusada de ter atirado em um jovem de 24 anos, quando ele estava na frente do restaurante da família, no Jardim Presidente, em 18 de julho.
O crime aconteceu no cruzamento da rua Bolívia com a José Bezerra de Lima e o autor dos disparos estava como passageiro de um VW Fox.
A vítima conversava com outro rapaz quando foi surpreendida. Mesmo após ser atingido no abdômen e em uma das pernas, o jovem conseguiu correr, aproveitando que a arma falhou.
Ele foi acompanhado pelo atirador, que disparou outras vezes antes de fugir com o comparsa.
Ciúmes
O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Alessander Lopes Dias, esteve no local do crime e acompanhou a perícia.
Segundo ele, a investigação apontou que a dupla tentou matar o jovem porque ele teria mexido com a mulher do acusado de 37 anos.
De acordo com o delegado, os investigados negaram o crime, mas permanecerão presos pelo menos até a conclusão do inquérito.
Condenado
Esse mesmo acusado foi condenado a 14 anos de prisão, em regime inicial fechado, em processo referente a homicídio ocorrido em 29 de setembro de 2006. A sentença condenatória foi proferida em 28 de julho de 2009 e transitou em julgado em 3 de agosto daquele ano.
Em setembro do 2017, ele foi condenado a 6 meses e 20 dias de detenção por embriaguez ao volante. Um ano antes, ele foi flagrado dirigindo um veículo após fumar maconha.
Nesse caso, a pena foi convertida no pagamento de um salário mínimo em favor de uma entidade filantrópica. O réu recorreu da sentença.