Uma adolescente de 14 anos esfaqueou o padrasto no peito na noite de domingo (1), em Araçatuba (SP), ao defender a mãe dela que era agredida por ele. O pedreiro de 48 anos foi atingido no coração, passaria por cirurgia e teve a prisão determinada pela polícia, permanecendo sob escolta policial.
Segundo a polícia, o caso aconteceu na residência do casal, no bairro Aclimação. A vítima da agressão é uma cozinheira de 46 anos. Ela contou aos policiais militares que havia sido agredida com socos pelo companheiro, que não estava em casa durante o atendimento da ocorrência.
A vítima apresentava lesões no rosto e contou que enquanto era agredida, a filha dela foi defendê-la e, de posse de uma faca, golpeou o pedreiro no peito. Segundo a cozinheira, o acusado conseguiu tomar a faca da mão da adolescente e tentou atacá-la, mas ao perceber que estava sangrando, saiu correndo levando o objeto consigo.
Encontrado
Enquanto colhiam as informações, os policiais foram informados por rádio que havia um homem caído no cruzamento da rua Bolívia com a avenida Governador Mário Covas. Outra equipe esteve no local e acompanhou o atendimento feito a ele por equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
O pedreiro foi levado para o pronto-socorro da Santa Casa e exames apontaram lesão no periocárdio, que é a membrana do coração. Ele seria submetido a cirurgia e não tinha condições de prestar depoimento. A faca que teria sido usada pela adolescente não foi localizada.
Mãe e filha foram levadas ao plantão policial para o registro da ocorrência e equipe do Instituto de Criminalística foi enviado para realizar perícia no local, mas a casa já havia sido limpa.
Maria da Penha
A cozinheira requereu as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha para ela e para a filha, para que o pedreiro seja obrigado a sair de casa, não se aproximar, não manter qualquer tipo de contato e nem frequentar os mesmos lugares que elas.
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante sem direito a fiança e representou pela conversão da prisão em preventiva. Ele levou em consideração que a vítima relatou que essa não é a primeira vez que foi agredida.
A adolescente não foi ouvida, com base na nova lei de abuso de autoridade. O delegado entendeu que ela agiu em legítima defesa ao defender-se e defender a mãe das agressões e ameaças por parte do acusado.
