Após passar 1 ano e meio foragido, o advogado Júlio César Arruda Rodrigues, 58 anos, morador no bairro Fátima, em Birigui (SP), se apresentou à polícia na tarde de quarta-feira (6). Ele foi condenado a 22 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em sentença proferida em 1º de fevereiro em processo desmembrado pela Justiça de Birigui.
Acompanhado do advogado Alessandro de Oliveira Polizel, Júlio César se apresentou no plantão policial de Araçatuba durante a tarde para dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminalde. Ele foi denunciado por integrar organização criminosa e era o único réu nos processos que tramitam em Birigui e Penápolis que estava foragido.
A Operação Raio-X foi deflagrada em 29 de setembro de 2020 pela Polícia Civil, resultado de dois anos de investigação realizada pela Delegacia Seccional de Araçatuba.
Laranja
Conforme já foi publicado pelo Hojemais Araçatuba, o Júlio César seria
"laranja"
de empresas contratadas pelas OSSs (Organizações Sociais de Saúde) utilizadas por Cleudson, em contratos com órgãos públicos. Esses contratos seriam por valores superfaturados ou os serviços simplesmente não seriam prestados, mas as empresas recebiam por eles.
Ainda de acordo com a denúncia, na verdade as empresas seriam controladas pelo médico Lauro Henrique Fusco Marinho, para quem o dinheiro retornaria. Lauro, assim como Cleudson, já foram condenados no processo que tramita na Justiça de Birigui.
A investigação identificou pelo menos três prestadoras de serviços médicos para as OSSs que estariam nessas condições, duas delas em Birigui e uma no Estado de Goiás. A última atividade desenvolvida por Júlio César em favor do grupo investigado estaria relacionada a funções administrativas em contratos no Estado do Pará.
Defesa
O advogado que acompanhou Júlio César no cumprimento do mandado de prisão comentou com o Hojemais Araçatuba que por ter permanecido foragido, o cliente dele teve a defesa prejudicada.
“Ele se entregou para demonstrar seu estado de inocência ante à injusta sentença”
, declara.
Com a prisão, o réu deve ser ouvido pela polícia, já que ele não prestou depoimento no decorrer do processo.