O advogado Danilo Vinhoto, de Birigui (SP), denunciou à polícia a oferta de venda de acessório utilizado para imobilização do pé, para uma paciente que passou por atendimento ortopédico no pronto-socorro municipal, que é do SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu no sábado, dia 19, porém, a ficha de atendimento ambulatorial da paciente foi emitida na segunda-feira seguinte. O advogado relatou à polícia que ela procurou atendimento no pronto-socorro naquele sábado, com queixa de fortes dores no tornozelo do pé esquerdo.
Após a consulta com o clínico geral, a paciente foi encaminhada para ser submetida a exame de raio-X, pois havia suspeita de possível fratura no pé. Depois de passar pelo exame, ao adentrar à sala de ortopedia, o atendimento foi feito por um técnico em imobilização.
Venda
Teria sido esse prestador de serviços que, ao reexaminá-la, avaliando a imagem do exame de raio-X que tinha no celular, que teria afirmado que havia sido confirmada a fratura, com a necessidade de imobilização.
Ainda de acordo com o advogado, aproveitando-se da vulnerabilidade da paciente, esse prestador de serviço teria imposto a ela, a confecção de um aparelho gessado para imobilização.
Porém, ele teria oferecido tal acessório pelo valor de R$ 120,00, exigindo pagamento imediato via Pix, para uma chave que foi fornecida à paciente. Segundo o que foi apurado pela reportagem, o pagamento foi feito e o comprovante deve ser apresentado à polícia quando solicitado.
Prefeitura
A Prefeitura de Birigui emitiu nota na última segunda-feira (28), informando que após tomar conhecimento dos fatos relacionados à possível oferta e comercialização de produtos ortopédicos nas dependências do pronto-socorro municipal, notificou a direção da unidade para que prestasse os devidos esclarecimentos.
Segundo a administração municipal, a HSBJ (Associação de Benemerência Senhor Bom Jesus), responsável pela gestão da unidade, afirmou que presta atendimento público de saúde pelo SUS e não ofertou nem comercializou produtos ou equipamentos ortopédicos no local, tampouco autorizou essa prática.
Advertência
Porém, informou que após analisar os fatos, advertiu formalmente a empresa contratada para os serviços de imobilização ortopédica, determinando a imediata cessação de qualquer oferta, divulgação ou venda de produtos nas dependências do pronto-socorro.
“Segundo a HSBJ, a empresa foi advertida de que eventual continuidade ou repetição da conduta poderá resultar na rescisão do contrato e aplicação de multa, além de outras medidas cabíveis” , informa a nota.
Por fim, a Prefeitura informa que segue acompanhando a situação e reforça a importância da transparência e do respeito aos usuários do serviço público de saúde.
