Um ajudante de pedreiro de 35 anos, morador em Penápolis (SP), foi preso na noite de quinta-feira (11) acusado de violência doméstica, ameaça e dano. Ele foi detido pelo cunhado, após invadir a casa da testemunha para agredir a companheira dele.
A vítima, uma dona de casa de 30 anos, disse à polícia que já havia registrado um boletim de ocorrência pela manhã contra o companheiro, porém, não quis representar criminalmente contra ele na ocasião.
Ela disse que vive com o acusado há aproximadamente dois anos e há cerca de um ano passou a ser agredida por ele frequentemente. Ainda de acordo com ela, o ajudante de pedreiro e usuário de drogas e bebida alcoólica.
Segundo ela, na noite anterior o acusado chegou em casa embriagado. A vítima estava acmpanhada dos três filhos, um deles de 2 anos e 4 meses, e disse que estava passando mal e iria ao pronto-socorro. Ele se irritou, quebrou uma janela e uma porta da casa e saiu.
Foi embora
Após passar pelo hospital, a vítima foi para a casa da mãe dela, onde o acusado esteve no início da manhã de quinta-feira, o que a levou a registrar o primeiro boletim de ocorrência.
Porém, por volta das 20h30, o ajudante de pedreiro voltou à casa da irmã da vítima para pedir que ela voltasse para a casa com ele. Segundo a mulher, ela recusou e o companheiro dela entrou no quintal, arrombou a porta da sala e partiu para cima dela, mas foi contido pelo cunhado.
Quando os policiais chegaram na residência, o acusado continuava seguro pela testemunha. Ele foi detido pelos policiais e teve que ser algemado, por estar bastante agressivo.
Ameaça
Segundo a polícia, antes de ser levado para a delegacia, o servente de pedreiro fez ameaças à mulher, dizendo "se você não voltar para casa vai se arrepender".
Em depoimento, ele negou ter ameaçado a companheira e disse que foi à casa da irmã dela apenas para pedir que voltasse com ele. Também negou ter danificado a porta, mas admitiu ter discutido com a vítima, a ponto de ser contido pelo cunhado.
O delegado plantonista arbitrou fiança de R$ 1 mil, dinheiro que não foi pago e ele ficou à disposição da Justiça. A mulher pediu as medidas protetivas previstas na lei Maria da Penha.
Ela teve que ser levada ao pronto-socorro, pois passou mal devido às ameaças, segundo a polícia.