Uma manicure de 24 anos procurou a polícia na manhã desta quinta-feira (4), em Araçatuba (SP), para pedir que seja instaurado inquérito para investigar as causas da morte da filha dela.
A bebê nasceu na Santa Casa na madrugada da último dia (26), mas de acordo com ela, morreu cerca de 1 hora e meia depois. O hospital não teria autorizado que o corpo fosse encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico.
A mulher contou à polícia que estava na 40ª semana de gestação e procurou o pronto-socorro da Santa Casa na noite de domingo (23).
Ela sentia dores nas costas e endurecimento no abdomen, porém, disse que a médica que a examinou informou que não estava na hora do parto, receitou medicação para dor e a dispensou.
Ainda de acordo com a manicure, ela procurou novamente o hospital na tarde de terça-feira (25), pois deixou de sentir os movimentos da criança.
Segundo ela, novo exame apontou que o bebê estava com os batimentos cardíacos baixos, ela passou exames complementares e recebeu medicação.
Internação
A paciente ficou aguardando para ser reavaliada, pois seria feita a troca de turno às 19h, mas ela aguardou até a zero hora do dia seguinte para ser internada.
A manicure informa que o parto foi realizado somente às 20h de quarta-feira (26). Antes, o médico teria tentado induzir o parto normal, mas um ultrassom teria apontado que era caso de cesariana.
A criança nasceu de parto normal, mas morreu cerca de uma hora e meia depois. De acordo com a mãe, a equipe médica informou que a menina nasceu com os batimentos cardíacos fracos e precisou ser entubada.
Enquanto estava internada, ela teria sofrido uma parada cardíaca, seguida de hemorragia, tendo como consequência a morte.
A mãe informou à polícia que pediu ao hospital que o corpo fosse encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico, o que foi negado.
A direção do hospital vai apurar a denúncia.
Outro caso
Na semana passada, outra mãe registrou boletim de ocorrência para pedir investigação sobre o atendimento prestado a ela na Santa Casa, onde deu à luz um menino já sem vida.
Nesse caso, a gestante estava na 32ª semana de gestação e procurou o hospital por sentir fortes contrações e pelo rompimento da bolsa, com vazamento de um pouco de líquido.
A mulher foi internada e foi aplicada injeção para "amadurecer" o pulmão do bebê, que segundo ela estava bem, com os batimentos cardíacos e líquido amniótico normais.
Ultrassonografia feita posteriormente apontou que o feto não tinha mais batimentos cardíacos e após o parto, foi constatado que o bebê havia morrido. Nesse caso, o corpo encaminhado ao IML para exame necroscópico.