Polícia

Bilhete com nome de promotor e coordenador de presídios é encontrado com preso em Mirandópolis

Apesar da apreensão, preso que estava com objeto alegou que "a missão seria cumprida do mesmo jeito"

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
18/07/20 às 10h21
Bilhete foi encontrado com sentenciado que cumpre pena em Mirandópolis (Foto: Divulgação)

Um bilhete com menção aos nomes do coordenador das Unidades Prisionais da Região Oeste do Estado de São Paulo, Roberto Medina, e do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, de Presidente Prudente, foi encontrado com um sentenciando que cumpre pena na penitenciária Nestor Canoa 1, em Mirandópolis.

Segundo apurado pelo Hojemais Araçatuba , ele estava com um sentenciado de 23 anos e foi encontrado na tarde de quinta-feira (16). O preso foi revistado pelos agentes penitenciários quando deixava o pavilhão para ser atendido pelo advogado dele, no Setor de Parlatório.

Segundo o que foi informado à polícia, o bilhete tinha os nomes do coordenador dos presídios e do promotor de Justiça, que atua no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Mininstério Público de Presidente Prudente.

Ainda segundo o que foi relatado, no verso do mesmo bilhete constavam os nomes de outros dois sentenciados que cumprem pena na unidade, sendo que os três habitam a mesma cela.

Missão

Não foi relatado qual o teor do bilhete, porém, o preso flagrado com o objeto alegou que poderiam apreendê-lo, mas "a missão seria cumprida do mesmo jeito".

Após ser registrada a ocorrência na delegacia de Mirandópolis, as informações seriam repassadas à Delegacia Seccional de Andradina e à Deic (Divisão Especializada de Investigação Criminal) do Deinter-10 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) de Araçatuba.

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Ameaças

No ano passado, três cartas relacionadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital) foram apreendidas na penitenciária de Junqueirópolis, com ameaças de morte a Gakiya, Medina e outros profissionais ligados à SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).

Segundo a polícia, nelas haviam ainda mapas e procedimentos a serem adotados para tirar a vida dos agentes públicos.

O inquérito relacionado ao caso foi concluído no final de 2019 e três presos na unidade foram indiciados por organização criminosa e ameaça.

Quando o caso foi encaminhado à Justiça, dois dos indiciados estavam no CRP (Centro de Readaptação Penitenciária), em Presidente Bernardes, onde funciona o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), e um na penitenciária 2 de Mirandópolis.

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