A Santa Casa de Araçatuba (SP) informou que está sendo apurada a queixa feita por familiares de Gabriela Francischini Mairinque Schereiber, 23 anos, que morreu no hospital na noite de quinta-feira (16). Ela estava internada havia pouco mais de uma semana, depois de ter passado por procedimento para correção de uma de uma cirurgia hérnia lombar, devido a vazamento de líquido da coluna.
O caso foi divulgado no sábado (18) pelo Hojemais Araçatuba , que consultou o hospital na sexta-feira (17) pela manhã. Até então, a informação era de que a família não havia relatado queixa sobre o atendimento.
Após a publicação da matéria e a informação de que a família havia comunicado a Ouvidoria da Santa Casa, a instituição confirmou o recebimento da denúncia.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do hospital, "tão logo a queixa feita na Ouvidoria foi encaminhada à direção médica, ela imediatamente, com aval da diretoria do hospital, foi encaminhada para a Comissão de Ética Médica para investigação e providências".
Médico
A queixa feita pela família é com relação ao atendimento prestado pelo médico responsável pelo procedimento. O boletim de ocorrência registrado eletronicamente na manhã do dia em que a jovem morreu, cita que o profissional não teria prestado o devido cuidado à paciente, se recusando a realizar exames e cuidados.
Tanto que, de acordo com o registro, a situação teria sido comunicada à direção da Santa Casa, com pedido de troca de médico. Depois do pedido, a paciente foi encaminhada para emergência e em seguida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde permaneceu até vir a óbito.
Dores
Segundo relato feito à polícia, o procedimento de correção da cirurgia teria durado três horas e no dia seguinte a paciente começou sentir fortes dores de cabeça. Ao ser questionado pela família, o médico teria informado que não seria nada, que Gabriela estava tomando morfina e já estava sendo medicada.
A mãe da jovem teria pedido que a filha dela fosse submetida a tomografia e exames, devido às dores não diminuírem, o médico teria recusado e ela teria ameaçado chamar a polícia. No dia 11, após muita insistência, a paciente foi submetida a tomografia e exames, mas no dia seguinte começou apresentar delírios, alucinações e gemidos.
O médico teria afirmado que ela estava com infecção, o quadro se agravou e por volta das 15h desse dia que o pedido de troca de profissional teria sido feito à direção da Santa Casa.
A morte foi constatada por volta das 19h de quinta-feira, cerca de 10 horas após a família registrar o boletim de ocorrência. A família informou que irá denunciar o caso ao CRM (Conselho Regional de Medicina) e fará um novo registro na polícia comunicando a morte. Gabriela deixou um filho de 1 ano e 2 meses.
