Polícia

‘Cobradores profissionais’ são presos agredindo empresário de Birigui

Um deles estava com mandado de prisão expedido pela Justiça de Araçatuba, no processo que apura o assassinato de um jovem no início deste ano, no bairro “600 Casas”

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
25/11/21 às 10h14

A Polícia Militar prendeu na noite de quarta-feira (25) em Penápolis (SP), dois moradores em Araçatuba acusados de extorsão. Eles foram flagrados agredindo um empresário de 42 anos, morador em Birigui.

Um dos presos é Carlos Augusto Rodrigues do Prado, 41 anos, morador no bairro Palmeiras. Ele estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça, acusado de ter matado a tiros Nathan Felipe Bernardes Machado, 19, crime ocorrido em fevereiro no bairro Castelo Branco, conhecido como “600 Casas”. O outro tem 31 anos e mora no São José.

Segundo a polícia, era por volta das 20h quando equipe em patrulhamento se deparou com dois homens brigando na rua Manoel Peres Serrano, no bairro Jardim do Lago 2.

Dívida

Eles pararam a viatura, separaram a briga e, em conversa com o empresário, ele disse que teria uma dívida referente à compra de uma de uma Mercedes. A vítima disse ainda que teria registrado um boletim de ocorrência eletrônico durante a tarde, pois recebeu um telefonema informando que seria procurado por duas pessoas.

Devido à ameaça, o empresário saiu de Birigui e foi para Penápolis, onde se hospedou em um hotel. Porém, quando comia um lanche ele foi surpreendido pelos acusados, que passaram a agredi-lo com socos.

A vítima disse ainda que saiu correndo em direção à rotatória da Bandeira, que fica na entrada da cidade, continuou a sendo agredida, até ser socorrida pelos policiais militares, que levaram todos para o plantão policial.

Cobradores

Ao ser informado do ocorrido, o delegado plantonista entendeu que os acusados são cobradores profissionais e constatou que havia um mandado de prisão preventiva decretada pela Justiça de Araçatuba contra Prado, no processo referente ao assassinato de Machado.

Ele decidiu pela prisão em flagrante da dupla pelo crime de extorsão, que prevê pena de 4 a 10 anos de prisão em caso de condenação. No caso, a pena poderá ser aumentada até pela metade, devido ao crime ser praticado por duas pessoas. Não há direito a fiança na fase policial e os dois ficaram à disposição da Justiça.

Foragido foi preso em julho com pistola e confessou assassinato

A polícia apreendeu pistola, celulares e R$ 18 mil em dinheiro com acusado de homicídio (Foto: Divulgação)

Carlos Augusto Rodrigues do Prado, que foi preso na noite de quarta-feira acusado de agredir um empresário de Birigui, em Penápolis, havia sido preso em flagrante em julho deste ano em Araçatuba, quando confessou ter assassinado Nathan Felipe Bernardes Machado, 19.

Na noite de 4 de fevereiro o jovem foi encontrado ferido em uma rua no bairro 600 Casas e disse que o autor do crime havia descido de um GM Astra e passado a atirar contra ele, que chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. A perícia apreendeu dez cápsulas de pistola calibre 380 e quatro projéteis no local

Durante conversa com os policiais enquanto aguardava atendimento médico, a vítima reconheceu o autor por meio de foto. Ele se apresentou espontaneamente no plantão policial e entregou o celular, mas negou o crime e foi liberado. 

Preso

Um inquérito foi instaurado e em 2 de julho Prado foi preso em flagrante por posse de arma de fogo por equipes do GOE (Grupo de Operações Especiais) e da DIG (Delegacia de Investigações Criminais), durante cumprimento a mandado de busca e apreensão solicitado pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais).

Com ele foi apreendida uma pistola calibre 380, ele confessou ter matado Machado e disse que usou a arma apreendida para matar a vítima. 

Matador de aluguel

A polícia investiga se Prado está envolvido em outros homicídios, devido à denúncia de que ele atuaria como matador de aluguel. Sobre o dinheiro apreendido na ocasião, o acusado disse que seria da venda de um Toyota Corolla, mas essa negociação não foi confirmada pela policia.

O delegado que presidiu o flagrante representou pela conversão da prisão em preventiva, mas ele obteve a liberdade provisória na Justiça. O inquérito relativo ao assassinato foi relatado em 25 de outubro, o Ministério Público o denunciou por homicídio duplamente qualificado pelo motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que também representou pela decretação da prisão preventiva do acusado e foi atendido pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Emerson Sumariva Júnior. O mandado de prisão foi expedido em 27 de outubro e desde então o réu era considerado foragido.

A prisão dele na noite de quarta-feira foi acompanhada pelo advogado William Douglas Lira de Oliveira, de Araçatuba.

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