A concessionária Hyundai Caoa de Araçatuba (SP), que teve sua loja destruída em incêndio no último sábado (13), possuía seguro. A parte da oficina, que realiza o atendimentos pós-venda aos clientes, já está funcionando normalmente.
Segundo a assessoria de imprensa da empresa, alguns veículos que foram consumidos pelas chamas eram de clientes que aguardavam para retirá-los e estão sendo tomadas providências para atendê-los.
Um desses clientes registrou boletim de ocorrência no final da manhã, informando que um dos carros incendiados era dele.
Ele contou que pagou R$ 54,6 mil por um veículo da concessionária, que estava no showroom da loja no sábado, quando aconteceu o incêndio.
O valor foi pago em boleto à vista, em 28 de junho, com previsão de o automóvel ser retirado na loja às 9h de segunda-feira (15).
Vai atender
Informada pela reportagem sobre o registro na delegacia, a assessoria de imprensa da concessionária informou que já fez contato com o cliente.
E empresa informa que está providenciando um carro da própria agência para ser utilizado pelo clinte enquanto aguarda o recebimento de outro veículo novo para ser entregue a ele.
Ainda de acordo com a empresa, todos os clientes que tiveram os veículos danificados no incêndio serão atendidos da mesma forma. Entretanto, não foi informado quantos clientes estão nesta situação.
Ao todo, 12 carros foram queimados, 11 deles totalmente e um parcialmente.
Novo showroom
A concessionária reforça que já está trabalhando na tentativa de montar um novo showroom e retomar as vendas de veículos.
Ainda segundo o que foi informado, um representante da seguradora visitou o prédio incendiado para dar andamento aos procedimentos sobre o caso.
Funcionário afastado
A assessoria de imprensa da Hyundai Caoa informa que afastou temporariamente o supervisor da oficina da concessionária, investigado pela polícia como possível autor do incêndio.
Ele foi preso na tarde de segunda-feira durante cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, a pedido da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
O objetivo era buscar provas relacionadas ao incêndio, mais os investigadores apreenderam munições, algumas deles de uso restrito, o que resultou na prisão.
Peças
Ainda de acordo com a concessionária, o afastamento temporário e preventivo do funcionário se deu porque na casa dele também foram encontradas peças de veículos que seriam da empresa.
O investigado alegou que essas peças seriam descartadas, por isso, as levou para casa. Porém, a empresa afirma que ele não tinha autorização para retirá-las.
Uma auditoria interna foi instaurada para investigar como seu deu a retirada dessas peças e durante o afastamento, o supervisor da oficina continuará recebebdo o salário normalmente.