Polícia

Condenado por participar de assalto a residência é preso pelo Baep

Crime foi em 2013 e o réu era procurado desde novembro do ano passado, quando foi expedido o mandado de prisão

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
23/05/21 às 12h35

O pintor Thalisson Bryan Duarte Ferreira, 27 anos, morador no residencial Beatriz, em Araçatuba (SP), foi preso na noite de sábado (22) por equipe do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia). Condenado a mais de 7 anos de prisão por roubo a residência, ele era considerado foragido da Justiça desde novembro de 2019.

O crime aconteceu em 29 de dezembro de 2013, quando cinco homens invadiram uma residência no bairro Alto da Saudade, em Araçatuba. Eles amarraram e mantiveram três pessoas de uma mesma família reféns durante cerca de duas horas e fugiram levando diversos objetos e dois carros das vítimas que estavam na garagem.

Um dos veículos foi encontrado abandonado durante a madrugada seguinte e o outro no início da manhã.

Roubo

As vítimas foram um homem com 44 anos na época, a esposa dele, de 39, e um filho do casal, de 13 anos de idade. O morador foi rendido ao abrir a porta da sala por três ladrões que estavam na garagem, dois deles armados com revólveres. Em seguida os assaltantes renderam a esposa e o filho dele e todos foram amarrados com fios elétricos.

Outros dois assaltantes entraram no imóvel e, enquanto as vítimas ficaram na mira de um revólver, parte do grupo recolheu os objetos da residência. O bando roubou uma mala com diversas roupas masculinas e femininas, seis litros de uísque, uma TV de 29 polegadas, uma filmadora, uma câmera digital, um computador completo, dois notebooks, um videogame, joias, celular e diversos relógios de pulso.

Os produtos foram colocados em um Renault Logan e um Fiat Uno que também foram roubados. O Renault foi encontrado abandonado no final da avenida Odorindo Perenha, ao lado do antigo Country Club, e o Fiat Uno também foi encontrado abandonado horas depois.

Denúncia

Consta na denúncia de que durante a execução do crime o morador foi agredido com chutes e coronhadas e as vítimas eram mantidas na mira de armas de fogo, sob ameaça de morte. Os denunciados se revezavam na posse dos revólveres para fazer as ameaças.

A polícia chegou até os acusados do crime ao constatar que o pai de Thalisson e de outro acusado recebeu os objetos roubados e passou a oferecer os produtos no Facebook. Parte do que foi roubado foi apreendida na casa dele e uma das vítimas reconheceu quatro autores do roubo. O único que não foi reconhecido foi justamente Thalisson.

Condenação

A sentença em primeira instância foi proferida em novembro de 2019 pela 1.ª Vara Criminal de Araçatuba. Dois denunciados foram absolvidos por falta de provas, um terceiro era adolescente na época e Thalisson foi condenado a 7 anos, 5 meses e 18 dias de prisão. O juiz autor da sentença levou em consideração que ele possui outra condenação por roubo e outra por crime furto qualificado.

A defesa dele recorreu, requerendo a desclassificação do crime para receptação e pediu que fosse reconhecida a atenuante da confissão espontânea.

O recurso pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) foi julgado em maio do ano passado e parcialmente acatado, com a pena sendo reduzida para 7 anos e 4 meses de prisão, para cumprimento inicial no regime fechado.

Preso

O sentenciado foi preso por volta das 18h ao ser encontrado na frente da casa dele, na rua Luiz Ferreira Gomes. Os pais deles estavam no imóvel, foram comunicados do mandado de prisão e ele foi apresentado no plantão policial.

Após o registro do boletim de ocorrência de captura de procurado, Thalisson seria encaminhado à cadeia de Penápolis, onde aguardaria vaga para dar início ao cumprimento da pena.

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