O comerciante Marcos Andrei Fernandes Junqui, 55 anos, morador em Nova Cachoeirinha (SP), foi preso na madrugada desta quarta-feira (19) na rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Glicério, por uso de documento falso. Ele também era procurado pela Justiça por condenação a 7 meses de prisão no regime semiaberto por tentativa de furto mediante fraude em caixa eletrônico.
Segundo a polícia, era pouco depois da 1h quando equipe abordou o Nissan Sentra conduzido pelo réu que passava pela praça de pedágio. Os policiais solicitaram a documentação e ele entregou uma cédula de identidade e a carteira de habilitação em nome de Cláudio Roberto Ultra Soares.
Ao pesquisar os documentos, os policiais constataram que a numeração da identidade é registrada em nome de Michel Henrique Lazarin e a habilitação em nome de Rômulo de Arcoverde Soares Bezerra. Além disso, havia divergências no último dígito do número da identidade, quando comparada com a habilitação.
Negou
Segundo os policiais, inicialmente o comerciante negou que houvesse qualquer irregularidade com os documentos, mas ao ser apresentado na delegacia em Penápolis, ele confessou que adquiriu os documentos de um desconhecido em São Paulo, por saber que havia contra ele um mandado de prisão por condenação a 7 meses de prisão no regime semiaberto.
Ao consultar o sistema, a polícia encontrou o mandado de prisão em aberto, expedido pela 9ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Esse mandado é datado de agosto de 2020 e refere-se a processo de 2017, determinando o regime semiaberto para início do cumprimento da pena.
Caixa eletrônico
A reportagem encontrou esse processo e na denúncia consta que na manhã de 7 de maio de 2016, ele foi preso por tentativa de furto mediante fraude em uma agência bancária no bairro da Mooca, em São Paulo.
Na ocasião, policiais militares o viram no setor de autoatendimento e perceberam que ele havia escondido algo dentro da blusa. Quando um dos policiais ingressou na agência o condenado tentou fugir, mas foi detido e estava com dois celulares e em um deles havia um aparelho instalado.
Segundo a polícia, Junqui confessou que pretendia instalar dispositivos nos caixas eletrônicos para reter cartões bancários. Em seguida, ele usaria o celular para direcionar a ligação do telefone instalado no terminal. Se passando por funcionário do banco, um comparsa que também foi preso solicitaria os dados pessoais e bancários de clientes para futuramente fazer transações financeiras com os cartões retidos.
Rio Preto
Também foi constatado pela reportagem que ele foi preso pelo mesmo crime em junho de 2011, em São José do Rio Preto, ao ser surpreendido também com outro investigado dentro de uma agência bancária violando os equipamentos.
Nesse caso, o alarme da agência do Banco Santander disparou e ele e o comparsa foram surpreendidos com um equipamento para roubar senhas. Segundo o que foi informado pela polícia na época, dois caixas já haviam sido abertos e um terceiro estava sendo danificado.
Além do cumprimento do mandado de prisão, ele será indiciado por uso de documento falso, que prevê pena de até 6 anos de prisão em caso de condenação.
