Polícia

Corpo de PM aposentado é encontrado com sinais de tortura

Além das mãos amarradas, o policial aposentado teve a cabeça coberta com sacolas e tinha pedaços de tecido na boca

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
06/12/19 às 10h57
Policial aposentado Fabiano Tavares possivelmente foi torturado antes de ser morto (Foto: Reprodução)

O corpo do policial militar aposentado Fabiano Tavares, 66 anos, morador em Garça (SP), a pouco mais de 170 quilômetros de Araçatuba, foi encontrado na última quarta-feira (4) com sinais de tortura.

A vítima estava desaparecida desde o final de semana e o cadáver estava em uma mata no fundo do sítio onde morava.

Além das mãos amarradas, o policial aposentado teve a cabeça coberta com sacolas e tinha pedaços de tecido na boca.

O boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento da vítima foi registrado por um filho, na tarde de terça-feira (3). Ele contou que a última conversa que tiveram com o pai, que morava sozinho na propriedade, foi na manhã de sexta-feira (29), pelo aplicativo whatsapp.

Na terça-feira, o filho do policial recebeu um telefonema de um vizinho do sítio, contando que a casa do pai dele estava aberta, desarrumada e ele não estava presente.

Outra testemunha disse ter visto dois homens nas imediações, porém, ao perceberem que haviam sido vistos, ambos correram e fugiram para um matagal.

Na ocasião, o próprio filho da vítima, junto com vizinhos, realizou buscas no local, mas não encontrou Tavares. A casa da vítima foi periciada.

Localização

Na manhã de quarta-feira, a Polícia Militar foi comunicada de encontro de cadáver na propriedade e equipe da Polícia Civil esteve no local com peritos do Instituto de Criminalística.

O corpo estava a cerca de 100 metros da casa da vítima, enrolado em uma capa de colchão, apenas com os pés de fora. Ele foi localizado devido à presença de urubus e estava em avançado estado de decomposição.

A vítima estava com as mãos amarradas para trás e na cabeça tinha sacolas, que ao serem retiradas, revelaram um pedaço de tecido no rosto e na boca, e uma corda amarrando o rosto e o pescoço.

O policial também sofreu um ferimento na testa, cujo objeto causador será identificado apenas pelo exame necroscópico.

O corpo foi reconhecido pelo filho, que esteve no local, e foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) de Marília, cidade onde ocorreu o enterro na manhã de quinta-feira (5).

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