Polícia

Empresa de investimentos é alvo da Operação Lucro Fácil, da Polícia Civil

Foram apreendidos comprovantes de depósito, computadores e celulares para investigar possível "pirâmide"

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
17/12/19 às 10h07
Equipes do GOE estão no prédio onde está instalada a empresa desde o início da manhã (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçtuba)

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) cumpre na manhã desta terça-feira (17), mandados judiciais de busca e apreensão referentes à “Operação Lucro Fácil”, deflagrada pela Delegacia Seccional.

Foram visitados vários em endereços ligados a uma empresa de investimento financeiro que funciona em Araçatuba.

Os investigadores estiveram em Birigui (SP), onde residem as pessoas que seriam responsáveis pela empresa investigada, entre elas, contadores.

Também são realizadas buscas na sede da empresa, instalada em um prédio na avenida Brasília, em Araçatuba, onde equipes do GOE (Grupo de Operações Especiais) estiveram desde o início da manhã.

Comprovantes de depósito, computadores e celulares foram apreendidos para serem periciados.

Suspeita

A investigação é comandada pelo delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Alessander Lopes Dias.

De acordo com ele, a empresa de Araçatuba passou a ser investigada após a Polícia Civil de Goiás desarticular um esquema de "pirâmide financeira", realizado por empresa que comercializava moedas virtuais. Essa empresa inclusive já estaria interditada.

Ainda segundo o delegado, já foram registrados vários boletins de ocorrência com relação a possível crime de estelionato praticado pela empresa de Araçatuba, por isso, foram requisitados à Justiça, os mandados de busca e apreensão.

Estelionato

De acordo com o delegado, esse tipo de fraude é feito com a compra e venda de bitcoin, que é uma moeda virtual, num esquema de pirâmide, no qual a empresa não repassa aos clientes o lucro esperado.

“A pessoa que investe recebe o dinheiro durante três ou quatro meses, depois os responsáveis somem, pois as empresas são sempre registradas em nome de laranjas”, explica.

No caso de Araçatuba, de acordo com Alessander, os mandados de busca e apreensão foram solicitados para investigar se ocorre esse tipo de prática.

Cerca de dez mandados de busca foram expedidos e cumpridos, mas apenas uma empresa é investigada. E não há informações de valores que teriam sido negociados por ela.

Por fim, o delegado explica que o nome “Lucro Fácil”, dado à operação, serve como alerta às pessoas para que evitem os investimentos ou qualquer outra atividade que prometa lucro fácil, para não correr o risco de ficar no prejuízo.

Esclarecimento

A empresa que foi alvo dos mandados de busca e apreensão divulgou nota no início desta tarde, informando que a operação não corresponde à investigação com relação aos atuais produtos da empresa.

"O Departamento Jurídico da empresa acompanhou toda operação e está colaborando com as autoridades. A empresa funciona normalmente e nossos colaboradores estão à disposição para todos os esclarecimentos", informa a nota.

Ainda de acordo com a empresa, a denúncia recorre apenas uma situação específica.

"A propósito essa mesma operação está sendo realizada em todas as empresas que trabalham com Criptoativos, como forma de coibir diversas empresas criminosas, nesse segmento. Nós trabalhamos com respeito a toda legislação vigente e enxergamos com bons olhos essa operação; apesar do susto, a empresa terá a oportunidade de, mais uma vez, provar a lisura das suas operações", encerra a nota.

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