Polícia

Escola decide suspender alunas que agrediram outra estudante em Glicério

Aluna vítima estaria recebendo suporte psicológico e apoio pelas redes protetivas do município; polícia já ouviu uma das agressoras

Agência Trio Notícias
27/03/24 às 21h58

A direção da escola estadual de Glicério onde uma adolescente de 15 anos foi agredida por outras duas estudantes na terça-feira (27), decidiu pela suspensão das agressoras. A informação foi publicada na página da instituição no Facebook.

De acordo com a publicação, a direção da escola recebeu um grupo de pais e responsáveis nesta quarta-feira (27) para decidir em conjunto com a Diretoria de Ensino e equipe escolar, as ações para melhoria de convivência escolar.

"O Conselho de Escola reuniu-se para aplicação das medidas disciplinares, decidindo pela suspensão das alunas envolvidas. A aluna vítima está sendo oferecido suporte psicológico e apoio pelas redes protetivas do município”, informa a nota.

Ainda de acordo com o que foi informado, também foram ouvidos os estudantes e serão intensificadas ações com jovens acolhedores. “Será aplicado um questionário para conhecer melhor as violências existentes no ambiente escolar e possíveis intervenções”, finaliza a nota.

Agressões

A agressão à estudante foi filmada e as imagens disseminadas pelo aplicativo WhatsApp. A reportagem tomou conhecimento do caso na tarde de terça-feira e apurou que o pai da víitma esteve na delegacia para registrar o boletim de ocorrência. Ele informou à polícia que a menina tem retardo mental moderado e autismo grau 2.

Nas imagens, que não serão divulgadas para preservar a vítima, é possível ver uma das agressoras, bem maior do que ela, cercando e conversando com a menina em uma área em que estão apenas as duas.

De repente a adolescente é arrastada pelo cabelo e surge outra menina, no mesmo porte dele, que a agarra pela blusa e começa a puxar. A primeira começa a agredir a vítima com socos nas costas e passa a ser seguida pela outra agressora, que faz o mesmo.

Seminua

A estudante tem a blusa arrancada, o corpo exposto e é arrastada pelos cabelos para a quadra da escola, onde estão vários estudantes que assistem às cenas de selvageria. Uma mulher aparentemente adulta até aparece enquanto a vítima é arrastada, mas não impede as agressões, que prosseguem.

Essa mulher, ao invés de segurar a agressora, passa alguns segundos segurando a vítima, que segue sofrendo os ataques de violência física, com o corpo exposto a crianças e adolescentes. Somente com a chegada de outras duas mulheres que a vítima consegue soltar o cabelo das mãos da agressora, bem maior do que ela, e sai correndo, em meio aos gritos dos demais estudantes.

Investigação

O pai informou à polícia que quando chegou na escola, a agressora permanecia no local, bastante alterada. De acordo com o que foi relatado, a vítima teve escoriações nas costas, quadril, cotovelo, cabeça e debaixo dos seios e foi levada para atendimento médico no posto de saúde da cidade.

O caso foi registrado como ato infracional de lesão corporal e o inquérito será conduzido pelo delegado Guilherme Melchior Valera. Ele informou que hoje já ouviu a adolescente que aparece nas imagens rasgando a roupa da vítima e a agredindo como socos nas costas.

Na versão dela, a briga teria começado devido a xingamentos e ofensas recíprocas entre elas. A outra adolescente, que passou mais de um minuto agarrando a vítima pelos cabelos e a agredindo, deve ser apresentada na delegacia para prestar declarações nos próximos dias.

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