Polícia

Exame vai apontar se ossada é de idoso desaparecido desde janeiro

Foi encontrada em uma mata próximo ao bairro São Rafael, por adolescente que pastoreava gado e tropeçou no crânio

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
21/09/22 às 11h30
Antônio Carlos Rodrigues tinha 61 anos (Foto: Repodução)

Uma ossada encontrada em uma área verde no bairro São Rafael, em Araçatuba (SP), será encaminhada para exame para confirmar se é de Antônio Carlos Rodrigues, 61 anos, que desapareceu ao sair de casa, no bairro Vila Alba, em 1 de janeiro.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram chamados por volta das 16h de segunda-feira (19) na rua Manoel de Souza, onde um adolescente de 17 anos contou que por volta das 14h30 estava pastoreando gado para o patrão dele.

Quando passava pela área verde, ele tropeçou em algo e ao verificar, constatou tratar-se de um crânio humano. Após os policiais militares terem confirmado o encontro da ossada, a área foi preservada e a Polícia Civil foi acionada.

Matagal

Equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para avaliar se seria necessário realizar escavação, o que não foi preciso, pois toda a ossada estava apenas coberta por um matagal.

Investigadores da DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais) também acompanharam a perícia realizada antes de os restos mortais serem recolhidos para serem encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal).

Investigação

Segundo o delegado da DH, Paulo Natal, tudo indica que a ossada seja do idoso desaparecido, porém, será preciso aguardar confirmação por exame. "Tudo indica que foi morte natural e a vítima seja o idoso que desapareceu. A família esteve no local e ele morava ali próximo de onde foi encontrado", informa.

Ainda de acordo com o delegado, foi constatado que no crânio havia uma fratura semelhante à que a vítima possuía e estava sem dentes, como o idoso. "Ele deve ter se perdido e acabou morrendo no matagal" , explica. Seria coletado material de familiares para exame de DNA.

Alzheimer

Familiares relataram à imprensa na época do desaparecimento, que Rodrigues tinha Alzheimer e teria saído de casa ao ver o portão aberto. Imagens obtidas pela família mostram ele caminhando em direção a uma mata, perto da casa residência onde morava.

Por fim, familiares disseram que o idoso fazia uso de medicamentos controlados e a falta deles causaria redução da capacidade cognitiva.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.