Um homem de 29 anos, que se apresentou como captador de investimentos para um banco instalado em um prédio comercial na avenida Brasília, em Araçatuba (SP), procurou a polícia nesta terça-feira (22) para denunciar que foi vítima de agressão.
O autor do crime, de acordo com ele, é um cliente que investiu R$ 29 mil e está cobrando a devolução do investimento.
O Hojemais Araçatuba já publicou várias matérias de clientes que fizeram investimentos nesse banco e procuraram a polícia para denunciar que não conseguiram reaver os lucros prometidos e nem resgatar os valores investidos. Segundo o que foi apurado, existe um inquérito investigando o caso.
Investimento
Segundo o que foi apurado pela reportagem, a vítima de agressão disse à polícia que trabalhava para esse banco como captador de investimentos e em maio do ano passado captou o suposto agressor, que fez o investimento de R$ 29 mil na empresa.
Entretanto, ele alegou que em setembro de 2021 o banco passou a ter problemas para pagar os clientes e ele deixou de trabalhar para a empresa. Porém, disse continuou ajudando os clientes que havia captado a receber os valores investidos.
Ainda de acordo com ele, em novembro do ano passado o investidor enviou um áudio pelo WhatsApp dando o prazo de um dia para o pagamento, caso contrário, iria encontrá-lo.
Agressão
O captador de investimentos disse que na noite de ontem (21), pouco depois das 20h, estava caminhando com o cachorro próximo à casa dele, quando foi abordado pelo investidor.
De acordo com ele, o cliente levantou a blusa, mostrou uma pistola, disse que iria matá-lo e passou a cobrar o dinheiro devido. Em seguida, teriam ocorrido as agressões, com vários socos na cabeça e no rosto, o que fez com que caísse no chão.
Após a queda ele teria passado a ser agredido com chutes, ainda sob ameaças de morte. Quando as agressões cessaram e a vítima se levantou, o agressor teria mandado ela pegar o celular, abrir o aplicativo do banco e transferir o dinheiro devido via Pix.
O captador de investimentos disse que desbloqueou o celular e mostrou que não havia saldo na conta bancária dele. O investidor teria perguntado quanto valia o celular dele, mandou resetá-lo e disse que iria levá-lo.
Correu
Ainda segundo a vítima, a todo momento o agressor exigia que entrasse no carro dele, mas aproveitou-se que passou um veículo na rua e a distração do agressor, para entrar em um condomínio que estava com o portão aberto, gritando por socorro.
Como o porteiro fechou o portão após ele entrar, pouco tempo depois o agressor teria ido embora.
O captador de investimentos disse à polícia que as agressões causaram ferimentos na cabeça e lesões na boca e na testa, além de dores nos ombros, no antebraço direito e no nariz. Ele passaria por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).
