Antônio Marcelo Scanfela, 30 anos, morador no bairro Pedro Perri, em Araçatuba (SP), foi assassinado na tarde de quarta-feira (4) com vários tiros, na frente do pai dele, um mecânico de 55 anos, que foi ferido com um tiro de raspão, mas dispensou atendimento médico.
Segundo a polícia, o crime ocorreu por volta das 17h30, na residência da família, na rua Sílvio Godinho. O delegado plantonista foi ao local acompanhado de equipe da DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), após a Polícia Civil ser informada pela Polícia Militar do assassinato.
Segundo o que foi apurado com as testemunhas, Scanfela havia acabado de chegar na casa dos pais, na companhia da mãe dele, e estava em um cômodo aberto, na lateral do imóvel.
Tiros
A residência não possui portão e o atirador invadiu o local usando capuz. Armado com um revólver, ele passou a disparar contra a vítima, que teria sido atingida por pelo menos cinco tiros. O pai de Scanfela estava junto com o filho e foi atingido em uma das pernas por um tiro de raspão, mas dispensou atendimento médico.
A família chegou a acionar o Corpo de Bombeiros e uma equipe de resgate esteve no local, mas foi constatado o óbito. Ainda de acordo com o que foi informado à polícia, o autor dos disparos fugiu em um carro prata.
A área foi preservada para realização de perícia, que recolheu diversos projéteis encontrados no chão, próximo à vítima, que teve o celular apreendido para perícia. Após a conclusão do trabalho o corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico antes de ser liberado para velório e enterro.
Júri
Em julgamento realizado em 31 de julho de 2019, o Tribunal do Júri de Araçatuba absolveu Scanfela em processo por homicídio qualificado pelo assassinato de Adalberto Cantarin de Souza, crime ocorrido em 5 de julho de 2014, na saída do recinto de exposições. Por maioria de votos o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade, mas negou a autoria do crime por parte do réu, que aguardava julgamento preso.
De acordo com a denúncia, o assassinato aconteceu na avenida Dr. Alcides Fagundes Chagas, em frente a um dos portões do recinto. A vítima saía do recinto ao final da festa, na companhia de dois colegas, quando foi abordada por uma pessoa, que segundo a denúncia era Scanfela.
Ele perguntou se moravam no Castelo Branco, bairro conhecido como Seiscentas Casas, que fica próximo ao recinto. Apesar de não residir no bairro, a vítima disse que sim e perguntou "qual é a fita?" . O atirador teria respondido: "Vocês da 600 é muito pra frente" , sacado uma arma e disparado seis vezes, mas três tiros atingiram Souza.
Scanfela foi preso em abril do ano seguinte por roubo e na casa dele foi apreendido um revólver calibre 38, mesmo calibre usado no assassinato. A arma estava carregado com seis munições intactas.
