Polícia

Homem é preso acusado de invadir casa da mãe adotiva e agredir a tia com chute no rosto em Birigui

Idosa agredida tem 85 anos e já tinha medida protetiva contra o sobrinho, que negou a agressão, alegando que havia ido visitar os familiares

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
20/09/22 às 10h51

Um homem de 31 anos foi preso no início da tarde de segunda-feira (19), em Birigui (SP), pela lei Maria da Penha, acusado de invadir a casa da mãe adotiva dele e agredir uma irmã dela com um chute no rosto. As vítimas já tinham medida protetiva contra o investigado.

O caso aconteceu pouco depois das 12h e as vítimas tem 87 e 85 anos, respectivamente. A tia, que é mais nova, disse à polícia que o filho adotivo da irmã dela é dado ao uso de bebidas alcoólicas e drogas, o que traz grande transtorno às duas.

Elas já haviam requerido as medidas protetivas, que foram concedidas pela 1ª Vara Criminal de Birigui. Porém, apesar da decisão judicial, o acusado invadiu a casa onde elas moram, mediante arrombamento de uma das portas.

Ele pedia por dinheiro e ao ser informado pela tia que ela não tinha dinheiro para dar a ele, o acusado a agrediu com um chute no rosto, causando lesões no nariz.

Tentou fugir

Quando os policiais chegaram à residência das vítimas, o investigado estava no interior do imóvel. Porém, ao perceber a presença da equipe policial, ele tentou fugir pulando o muro.
Houve o acompanhamento e ele foi abordado e detido ainda próximo ao local. Segundo a polícia, o investigado estava nervoso e agitado, por isso teve que ser algemado.

Ainda de acordo com o que foi relatado, o acusado tinha lesões nos braços e disse que tinha conhecimento da medida protetiva contra ele desde o último dia 10, por isso tentou fugir.

Ele foi apresentado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde foi constatado que estava com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool. Ele disse que havia consumido pinga.

Visita

Alegou ainda que foi fazer uma "visita" à mãe adotiva e à tia para pegar um cartão do trabalho e o documento do carro que possui. Na versão dele, foram os vizinhos que o denunciaram à polícia. Ele negou ter agredido os familiares e quebrado a porta da residência.

Apesar da versão, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela manutenção da prisão por descumprimento de medida protetiva e lesão corporal no âmbito da violência doméstica.

Também foi representado pela conversão da prisão em preventiva. A tia do acusado precisou passar por atendimento médico no pronto-socorro municipal, onde foi atendida, medicada e liberada. 

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