Polícia

Homem é preso acusado de matar o próprio pai em Araçatuba

Crime teria ocorrido na noite de terça-feira e corpo foi encontrado nesta quarta-feira, após acusado avisar a mãe dele sobre o assassinato e fugir em seguida

Lázaro Jr. - Agência Trio Notícias 
16/09/26 às 20h15
Crime aconteceu na residência da família, no bairro Casa Nova (Foto: Lázaro Jr.)

A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu no início da noite desta quarta-feira (16), um homem de 32 anos, acusado de ter matado o próprio pai, na residência da família, no bairro Casa Nova.

O crime teria ocorrido durante a noite de terça-feira (15), mas o corpo do aposentado Orivaldo Muniz Pacheco, 74, foi encontrado pela esposa dele, no início da tarde desta quarta-feira, após o filho dela avisá-la que havia matado o pai e que o corpo estaria do lado da cama dele.

A mulher comunicou a polícia sobre o assassinato, passou as informações sobre as características físicas e as roupas que o filho dela vestia quando saiu de casa e ele foi encontrado já no início da noite, caminhando por uma rua do bairro São José. Ao ser abordado, ele confessou informalmente a autoria do crime.

Homicídio

O homicídio aconteceu em uma residência na rua Canjiro Takeb e a reportagem acompanhou, do lado de fora da casa, a movimentação das equipes da Polícia Civil, que estava no local durante os trabalhos realizados pela perícia.

A investigação inicial foi coordenada pelo delegado Leandro Valera Ravagnani, que concedeu entrevista já no início da noite, após a prisão do investigado pela autoria do crime.

Ele explicou que os familiares relataram que o filho do casal seria usuário de drogas e, por esse motivo, já teria tido desentendimentos anteriores com o pai, tendo inclusive feito ameaças de morte e o agredido. Já haveria inclusive boletins de ocorrência registrados sobre esses fatos.

Edícula

O acusado estava morando em uma edícula no fundo do quintal da residência dos pais e na noite de terça-feira, a mãe dele foi dormir com a mãe dela, que mora nas imediações e está acamada. Quando chegou em casa, já na manhã desta quarta-feira, ela foi procurar pelo marido e não o encontrou, apesar de os pertences pessoais dele estarem na residência.

Preocupada que ele pudesse ter passado mal, a mulher chegou a entrar em contato com o pronto-socorro municipal, mas foi informada que ele não havia sido atendido na unidade de saúde.

Sangue

Mais tarde, enquanto ainda estava na casa dela, a mulher viu que o filho estava lavando o quintal e havia sangue. Ao questioná-lo, ele informou que esse sangue seria dele mesmo.

Entretanto, quando perguntou se ele havia visto o pai, o acusado respondeu: “mãe eu te amo, o pai está morto dentro do quartinho” . Segundo a testemunha, na sequência o filho dela saiu de casa levando consigo duas sacolas. 

Ao entrar na edícula dos fundos, local que os pais do acusado não visitavam com frequência, a mulher encontrou o corpo do marido, que apresentava lesões na cabeça. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ser acionado, uma equipe esteve no local e confirmou o óbito.

Investigação

Durante a perícia foi constatado que o corpo estava caído no chão ao lado da cama, em rigidez cadavérica parcial. A polícia não conseguiu identificar qual objeto teria sido utilizado para causar lesões na cabeça, com aparente afundamento de crânio, e nem se teria ocorrido uma luta corporal. 

O coordenador Operacional do 2º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior), capitão Marcelo Spina, revelou durante entrevista após a prisão do investigado, que houve informações de que uma panela poderia ter sido utilizada para cometer o crime.

A reportagem apurou que a polícia chegou a apreender na residência, uma panela que passará por perícia, mas análise inicial teria indicado ser pouco provável que ela teria sido a arma do crime. Também não havia sinais de arrombamento ou invasão no imóvel ou de possível desaparecimento de bens ou valores, apesar de a televisão da sala ter sido encontrada danificada.

Discussão

Ainda segundo o delegado, uma pessoa que mora nas imediações declarou que ter ouvido barulho de discussão na residência da vítima na noite de terça-feira, o que reforça a possibilidade de que pai e filho teriam tido um desentendimento.

A polícia teve acesso a imagens de câmeras de monitoramento de imóveis nas imediações da residência da família, que devem auxiliar nas investigações. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico antes de ser liberado para velório e enterro.

Quando a reportagem deixou a delegacia, o acusado do crime ainda não havia sido apresentado para prestar declarações, mas a perspectiva era de que ele seria preso em flagrante e permaneceria à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia.

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