Polícia

Homem é preso após matar outro com 2 tiros no rosto e esconder corpo em balde de roupa em Birigui

Acusado estava devendo R$ 300,00 para amigo da vítima e disse que apenas reagiu por se sentir ameaçado

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
29/07/21 às 20h20
Crime aconteceu em residência no Jardim Popi, em Birigui (Foto: Divulgação)

O autônomo Cleber Caetano Costa, 46 anos, morador no Jardim Popi, em Birigui (SP), foi assassinado com dois tiros no rosto nesta quinta-feira (29). O corpo dele foi encontrado dentro de um balde. O acusado do crime é um homem de 28 anos, que foi preso em flagrante e alegou que apenas se defendeu após ser ameaçado de morte.

Segundo a polícia, o crime aconteceu por volta das 13h, na casa do acusado, na rua Vinícius de Moraes. Após denúncia de disparo de arma de fogo, policiais militares foram ao local, mas não encontraram imóvel com o numeral indicado pelo denunciante.

A equipe seguiu para o pronto-socorro, onde não havia paciente em atendimento vítima de disparo de arma de fogo. Entretanto, os funcionários informaram que um homem não identificado, aparentemente transtornado, teria dito que um amigo dele havia sido baleado.

Essa pessoa encontrou os policiais ainda no pronto-socorro e confirmou que havia visto o amigo ser baleado. Ele levou os policiais até o local onde o crime teria ocorrido e em seguida foi embora.

Preso

Os policiais surpreenderam o acusado saindo do imóvel, fizeram a abordagem e ele disse que apenas se defendeu. Em seguinda, levou os policiais ao interior da residência e o corpo foi encontrado dentro de um balde de roupas grande, enrolado em um cobertor.

Os bombeiros foram acionados e enviaram uma equipe de resgate. O cadáver foi retirado do balde e a morte confirmada. Ainda de acordo com a polícia, o acusado disse que havia atirado no rosto da vítima por ter sido ameaçado devido a uma dívida.

Ele falou ainda que utilizou um revólver calibre 32 para cometer o crime e alegou tê-lo jogado nos fundos de um condomínio a cerca de 100 metros do local do homicídio. Os policiais realizaram buscas, mas não encontraram a arma.

Investigação

O acusado foi apresentado no plantão policial, onde também esteve a testemunha, que foi ouvida pelo delegado Eduardo Lima de Paula, que presidiu o flagrante.

Essa testemunha relatou que havia emprestado R$ 300,00 para o acusado, dinheiro que deveria ter sido devolvido na quinta-feira passada (22). Ao ser cobrado na data prevista, o investigado teria pedido mais uma semana de prazo.

Nesta quinta-feira, após passar na casa da mãe dele para levar uma sopa, ele decidiu ir com o amigo até à residência do acusado para saber se estava com o dinheiro. Novamente o investigado teria pedido mais prazo, a testemunha teria aceitado, mas Costa teria discutido com o devedor e feito ameaças de morte contra ele.

Tiros

Ainda segundo a testemunha, quando já estava na moto para ir embora houve o primeiro tiro no rosto da vítima. Após o disparo ele saiu correndo para buscar ajuda e encontrou os policiais militares no pronto-socorro e os levou ao local do crime.

A testemunha disse que o amigo sabia sobre o dinheiro emprestado ao acusado, mas negou tê-lo mandado ameaçar ou ter ido pressionar o acusado a fazer o pagamento, argumentando que não estavam armados.

Confirmou

O investigado confirmou em depoimento que havia pego R$ 300,00 emprestados, com a promessa de devolver no sábado passado, quando a vítima e o rapaz que emprestou o dinheiro foram cobrá-lo.

Ele disse que a testemunha do crime aceitou aguardar até hoje, mas depois passou  receber ameaças de morte por meio de mensagens pelo celular. Entretanto, alegou que apagou tais mensagens, por ser um hábito dele.

Diante das ameaças, decidiu buscar a arma, que teria comprado há mais de um ano para defesa pessoal. Ainda de acordo com o investigado, a dupla apareceu na casa dele hoje sem avisar para cobrar a dívida.

Ele teria informado que não tinha o dinheiro no momento, mas tentaria pagar e chegou a oferecer R$ 20,00 que tinha de crédito em um cartão, o que não teria sido aceito, pois a testemunha teria dito que esperaria o pagamento integral da dívida.

Neste momento, Costa teria passado a ameaçá-lo, dizendo que se até as 15h não visse o dinheiro, “o pegaria de jeito". O investigado falou que tentou argumentar que estava tudo acertado com o amigo dele, mas as ameaças continuaram.

Matou

Por temer pela própria vida, ele disse que puxou Costa para dentro da casa e fez um disparo com a arma na boca da vítima, que mesmo ferida tentou agredi-lo com o capacete, por isso deu um segundo tiro na cabeça, fazendo com que caísse para trás.

Segundo ele, o amigo da vítima estava na moto, do lado de fora da casa, e quando houe o segundo disparo já havia deixado o local.

Desovar

Ele contou que após matar Costa só pensou em se livrar da arma e do corpo, por isso jogou o revólver nos fundos do condomínio. Em seguida, voltou para casa, enrolou o corpo em um cobertor velho e o colocou no balde plástico de roupas.

O acusado disse que pretendia conseguir um carro para transportar o corpo para outro lugar quando foi surpreendido pela Polícia Militar, não reagiu e assumiu o que havia acabado de fazer.

Consta no boletim de ocorrência que o acusado declarou estar muito arrependido do crime, que teria cometido somente com a intenção de se defender e proteger a mulher e os filhos dele.

Motivo fútil

Diante dos fatos, o delegado confirmou a prisão do investigado por homicídio qualificado por motivo fútil. Ele levou em consideração que o autor do crime é pessoa conhecida nos meios policiais e que a vítima estava desarmada.

“A forma desumana como tentou se desvencilhar do corpo da vítima, enrolado em um cobertor e colocado praticamente dobrado em um balde grande de roupas demonstra, por si só, que se trata de uma pessoa fria e que não mede esforços para atingir seus objetivos criminosos e não receber punição pelo que fez”, argumentou o delegado no boletim de ocorrência.

Ele representou pela conversão da prisão em preventiva e o acusado ficou à disposição da Justiça após ser ouvido. O local do crime foi preservado para a realização de perícia e o corpo encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico antes de ser liberado para os familiares.

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