Um ajudante geral de 35 anos, morador no residencial Águas Claras, em Araçatuba (SP), foi preso na noite de sexta-feira (5), ao ser flagrado com um revólver. Ele tinha um ferimento de disparo de arma de fogo em uma das pernas e disse que foi baleado por outra pessoa. Polícia suspeita que a própria arma dele tenha disparado acidentalmente.
Segundo o boletim de ocorrência, por volta das 21h a Polícia Militar foi informada sobre um disparo de arma de fogo em via pública na rua Professor João Evangelista da Costa. Segundo o denunciante, a pessoa que havia feito o disparo teria entrado em uma residência próximo à rua Santo André.
No local indicado os policiais encontraram várias pessoas na rua, as quais confirmaram ter ouvido disparos, mas alegaram não terem visto o autor e nem a vítima.
Ferido
Os policiais saíram em diligências e viram o investigado caminhando pela rua Santo André, no meio da via. Ao ver a viatura ele foi em direção à calçada e estava mancando de uma das pernas.
Segundo a polícia, ao ser abordado ele soltou um objeto que segurava e disse “perdi” . O investigado aparentava sinais de embriaguez e os policiais constataram que o que ele havia dispensado era um revólver calibre 22. A arma estava com duas munições, uma deflagrada e outra intacta.
O acusado alega que a comprou por R$ 400,00 há aproximadamente quatro meses.
Tiro
Sobre o ferimento, o ajudante geral alegou que estava no cruzamento da rua João Evangelista da Costa com a Santo André quando surgiu um desconhecido de moto, atirou e acabou acertando a perna dele, por isso correu para procurar abrigo.
No local onde ele afirmou que foi atacado os policiais não encontraram nenhum vestígio e, pelo ferimento sofrido, os policiais acreditam que ele tenha sido causado por um disparo acidental da própria arma, o que ele nega.
Preso em flagrante, o investigado foi levado para o pronto-socorro da Santa Casa local e após atendimento médico ele foi apresentado no plantão policial.
Arma
Em depoimento ele disse que havia ingerido bebidas alcoólicas, negou que arma aprendida fosse dele e confirmou a versão de que foi atacado por dois desconhecidos em uma moto, negando que tenha acidentalmente disparado contra sua perna.
O delegado que presidiu a ocorrência confirmou a prisão por porte ilegal de arma de fogo, arbitrou fiança de R$ 2 mil, mas o dinheiro não foi apresentado. O acusado passaria por exame residuográfico no IML (Instituto Médico Legal) e a arma as munições apreendidas seriam periciadas.
Após a conclusão dos procedimentos ele permaneceria à disposição da Justiça.
