Polícia

Transferência de R$ 61 mil de conta de APM de escola em Birigui vira caso de polícia

Ex-tesoureira afirma que transação aconteceu utilizando o nome dela, após ela deixar a função

Lázaro Jr. - Agência Trio Notícias
30/09/26 às 19h16

Uma educadora que trabalha no CEI (Centro Comunitário de Educação Infantil) Maria Cecília, em Birigui (SP), registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (30), comunicando uma transferência bancária que teria sido feita no nome dela, no valor de R$ 61.777,59.

O dinheiro estaria na conta vinculada à APM (Associação de Pais e Mestres) da escola e a educadora respondia como tesoureira dessa associação. Porém, ela contou à polícia que em 26 de junho, protocolou o pedido de renúncia da função, por motivos pessoais.

A renúncia teria sido assinada pela diretora da escola, deixando então, de fazer parte da Tesouraria a partir desta data.

Transferência

Porém, segundo a denunciante, ao acessou o link público de acesso às prestações de contas Sistema de Parcerias entre Prefeituras e Entidades, para acompanhar a gestão da APM, a ela constatou que no dia 26 de agosto, foi realizada a transferência de R$ 61.777,59.

De acordo com ela, apesar de ter deixado a tesouraria dois meses antes, tal transferência teria sido realizada utilizando o nome dela. Para a educadora, o desligamento dela da referida associação não teria sido feito de forma correta pela diretora.

Ela informou à polícia que soube da existência de outras atas de reunião nas quais consta o nome dela, apesar de também terem sido realizadas após a renúncia. Nessas atas, ela constaria como ausente.

A educadora disse que não sabe se a renúncia foi devidamente comunicada à instituição bancária e informou que apenas ela e a diretora da escola tinham acesso à conta bancária para fazer a movimentação do dinheiro.

Sem atendimento

Por fim, a educadora relatou à polícia que tentou entrar em contato com a diretora da escola, ao ir ao estabelecimento de ensino pessoalmente por volta das 12h desta quarta-feira, mas ela não estava presente. 

Disse ainda que tentou contato com o Setor Jurídico da Prefeitura de Birigui, mas teria sido mal atendida e também não teria obtido informações sobre o ocorrido.

Prefeitura

Procurada, a Prefeitura de Birigui esclarece que a Associação de Pais e Mestres é uma entidade sem fins lucrativos, não vinculada ao poder público. Assim, qualquer medida sobre o caso só poderá ser adotada após consulta à Procuradoria Jurídica.

Na nota, a Secretaria Municipal de Educação explica que a educadora registrou o boletim de ocorrência na polícia e compareceu à Diretoria de Educação Infantil perto do horário final do expediente, quando comunicou sobre a suposta ocorrência.

“Diante dos fatos, foi solicitado que deixasse uma cópia do boletim de ocorrência para que, primeiramente, seja consultada a diretora da unidade escolar, que atua como presidente nata da APM” , informa a nota.

Diretora de escola ofereceu materiais escolares como brinde em festa junina

A diretora do CEI Maria Cecília, em Birigui, que atualmente é a presidente da APM da escola, foi alvo de procedimento instaurado pela Corregedoria Geral da Prefeitura, por ter destinado materiais escolares para serem oferecidos como brindes na festa junina realizada pela escola neste ano.

A denúncia foi feita pelo vereador José Fermino (PP), no início de julho, quando ele visitou várias escolas municipais para fiscalizar a existência de produtos com prazos de validade vencido.

Na ocasião, ele esteve no CEI Maria Cecília e registrou boletim de ocorrência informando que a diretora da escola admitiu que alguns kits de materiais haviam sido direcionados para a barraca de pesca da festa, para serem utilizados como brindes.

Equívoco

Na ocasião, ela justificou que tais materiais teriam sido enviados para a festa por equívoco e que, ao perceber o ocorrido, retirou os kits que ainda estavam na barraca. Posteriormente, teria comprado novo material para repor o que havia sido oferecido como brinde e apresentou nota fiscal referente à compra, que foi encaminhada à polícia.

Na ocasião, a Prefeitura informou que assim que tomou conhecimento do caso, ele foi encaminhado imediatamente para a Corregedoria Geral do Município para apuração. “A Corregedoria conduzirá a apuração, com garantia do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Confirmadas irregularidades, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, conforme a legislação vigente” , informou.

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