Uma educadora que trabalha no CEI (Centro Comunitário de Educação Infantil) Maria Cecília, em Birigui (SP), registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (30), comunicando uma transferência bancária que teria sido feita no nome dela, no valor de R$ 61.777,59.
O dinheiro estaria na conta vinculada à APM (Associação de Pais e Mestres) da escola e a educadora respondia como tesoureira dessa associação. Porém, ela contou à polícia que em 26 de junho, protocolou o pedido de renúncia da função, por motivos pessoais.
A renúncia teria sido assinada pela diretora da escola, deixando então, de fazer parte da Tesouraria a partir desta data.
Transferência
Porém, segundo a denunciante, ao acessou o link público de acesso às prestações de contas Sistema de Parcerias entre Prefeituras e Entidades, para acompanhar a gestão da APM, a ela constatou que no dia 26 de agosto, foi realizada a transferência de R$ 61.777,59.
De acordo com ela, apesar de ter deixado a tesouraria dois meses antes, tal transferência teria sido realizada utilizando o nome dela. Para a educadora, o desligamento dela da referida associação não teria sido feito de forma correta pela diretora.
Ela informou à polícia que soube da existência de outras atas de reunião nas quais consta o nome dela, apesar de também terem sido realizadas após a renúncia. Nessas atas, ela constaria como ausente.
A educadora disse que não sabe se a renúncia foi devidamente comunicada à instituição bancária e informou que apenas ela e a diretora da escola tinham acesso à conta bancária para fazer a movimentação do dinheiro.
Sem atendimento
Por fim, a educadora relatou à polícia que tentou entrar em contato com a diretora da escola, ao ir ao estabelecimento de ensino pessoalmente por volta das 12h desta quarta-feira, mas ela não estava presente.
Disse ainda que tentou contato com o Setor Jurídico da Prefeitura de Birigui, mas teria sido mal atendida e também não teria obtido informações sobre o ocorrido.
Prefeitura
Procurada, a Prefeitura de Birigui esclarece que a Associação de Pais e Mestres é uma entidade sem fins lucrativos, não vinculada ao poder público. Assim, qualquer medida sobre o caso só poderá ser adotada após consulta à Procuradoria Jurídica.
Na nota, a Secretaria Municipal de Educação explica que a educadora registrou o boletim de ocorrência na polícia e compareceu à Diretoria de Educação Infantil perto do horário final do expediente, quando comunicou sobre a suposta ocorrência.
“Diante dos fatos, foi solicitado que deixasse uma cópia do boletim de ocorrência para que, primeiramente, seja consultada a diretora da unidade escolar, que atua como presidente nata da APM” , informa a nota.
