O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quinta-feira (1), para julgamento da comerciante Taíse Rodrigues Carvalho, 40 anos, e de João Paulo Nascimento Jacinto, por participação no assassinato de Nathan Felipe Bernardes Machado, 19, crime ocorrido em fevereiro de 2021, no bairro Aviação.
Segundo a denúncia, ela teria oferecido R$ 15 mil pela execução da vítima, para vingar a morte do pai dela, o funileiro Olair de Souza Carvalho, 56, assassinado em 2018.
Carlos Augusto Rodrigues do Prado, que teri sido contratado por ela para cometer o homicídio, foi julgado pelo Tribunal do Júri em setembro do ano passado e condenado a 13 anos e 4 meses de prisão.
Desmembrado
Quando do julgamento dele, Taíse era considerada foragida e o processo com relação a ela e a João Paulo foi desmembrado, por isso, eles ainda não foram julgados.
A comerciante foi capturada pela Polícia Militar em outubro do ano passado, ao ser abordada por equipe da Força Tática, em um veículo na rodovia Marechal Rondon (SP-300), entre Birigui e Araçatuba.
Caso
Consta na denúncia que Taíse teria contratado Carlos Augusto por R$ 15 mil para matar Nathan. Este, por sua vez, teria repassado R$ 5 mil desse montante para João Paulo, que seria matador de aluguel.
Carlos Augusto foi preso em flagrante pela Polícia Civil cinco meses depois, durante cumprimento a mandado de busca e apreensão. Na ocasião, foram apreendidos com ele R$ 18 mil em dinheiro e uma pistola calibre 380.
Segundo a polícia, exame de confronto microbalístico apontou que essa arma havia sido utilizada para disparar dois projéteis, uma camisa de projétil e nove estojos encontrados no local do crime.
Confessou
Ainda de acordo com a denúncia, o réu confessou a autoria do crime à polícia e, ao ser ouvido em juízo, revelou que havia sido contratado por Taíse para matar Nathan. Ele disse que havia recebido o pagamento pelo serviço uma semana antes do homicídio, quando convidou João Paulo para ajudá-lo.
Carlos Augusto revelou que pediu à filha dele, que era prima de Nathan, para marcar um encontro entre os dois, sem informar a ela o motivo. E alegou que enquanto estava com João Paulo no carro, ao ver a vítima, disse a ele que não tinha coragem de matá-la e teria sugerido expulsá-la da cidade.
Porém, ao se deparar com os primos, João Paulo teria descido do carro e feito os disparos contra Nathan, que teria corrido em direção a uma igreja e foi acompanhado pelo atirador. Ainda segundo Carlos Augusto, ao retornar, João Paulo teria dito: “missão dada é missão cumprida” .
Homicídio duplamente qualificado
O trio foi denunciado por homicídio qualificado mediante pagamento e com recurso que dificultou a defesa da vítima e Carlos Augusto foi condenado de acordo com a denúncia.
João Paulo declarou em depoimento que não teve envolvimento com o crime e que naquele dia estaria em casa, com a esposa dele. Alegou ainda que sequer conheceria a vítima e a comerciante acusada de ter encomendado o assassinato.
Taíse também negou participação no crime ao ser ouvida pela polícia. O julgamento desta quinta-feira está marcado para começar às 9h, no Fórum de Araçatuba.
