Um comerciante de 69 anos foi preso na tarde de segunda-feira (1), acusado de ameaçar atear fogo em uma loja no calçadão da rua Marechal Deodoro, em Araçatuba (SP). Ele havia sido preso no ano passado pelo mesmo crime.
O acusado foi detido por um guarda municipal e estava de posse de um frasco com combustível, aparentemente gasolina, e uma caixa de fósforos. Ele também tinha uma folha de papel com o nome de algumas pessoas que ele identifica como ladrões.
Segundo o boletim de ocorrência, o flagrante aconteceu por volta das 15h, depois que funcionários da loja foram à base da Guarda Municipal e comunicaram ao guarda sobre a ameaça.
O guarda estava sozinho, acionou o reforço e enquanto aguardava, foi até a loja, que vende tecidos e roupas de cama, mesa e banho.
Ele encontrou o acusado parado em frente ao caixa, segurando uma sacola na qual estava o frasco com o combustível. Segundo o guarda, esse frasco estava semiaberto e na outra mão, o homem segurava uma caixa de fósforos e estava com um palito pronto para ser aceso.
Ainda de acordo com ele, o acusado ficava dizendo que ele tinha que ser preso, se referindo ao dono da loja, que não estava presente.
Imobilizado
Sem ser visto, o guarda municipal se aproximou do comerciante por trás e conseguiu imobilizá-lo. Como havia funcionários na loja, ele o levou para fora do prédio, onde contou com a ajuda de outros guardas para algemá-lo.
O homem foi revistado e foram apreendidas as listas com os nomes das pessoas que ele identifica como ladrões e três cartelas de medicamentos.
Outro caso
O comerciante foi apresentado no plantão policial, onde foi constatado que em julho de 2018, ele foi preso em flagrante após ameçar atear fogo na mesma loja.
O crime aconteceu na manhã do dia 26 daquele mês, quando o acusado chegou a espalhar sobre rolos de tecidos, o conteúdo de dois frascos com gasolina. Ele estava com um isqueiro e ameaçou atear fogo na loja.
Questionado pelos guardas municipais, o acusado dizia que estava fazendo justiça com as próprias mãos.
Ele alegou que tinha uma loja no calçadão, mas perdeu o ponto e o dono do prédio tinha uma dívida com ele. Como não conseguia chegar a um acordo, decidiu agir daquela maneira.
Segundo o proprietário da loja invadida, o prejuízo na época com os tecidos molhados com o combustível passou de R$ 30 mil.
O acusado foi preso em flagrante pela segunda vez e ficou à disposição da Justiça.