Polícia

Idoso é preso pelo GOE/Deic com arma e R$ 18 mil em dinheiro

É suspeito de ser comerciante de armas de fogo para o crime organizado e teria ligação com facção criminosa

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/05/22 às 18h44
A polícia apreendeu uma arma, munições e R$ 18 mil em dinheiro (Foto: Divulgação)

Um homem de 67 anos, morador no Rosele, em Araçatuba (SP), foi preso na tarde desta segunda-feira (2), suspeito de ser fornecedor de armas para o crime organizado. Ele foi detido por equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais), que apreendeu um revólver e R$ 18 mil em dinheiro.

A prisão ocorreu durante cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela 1.ª Vara Criminal. Segundo o que foi apurado, o acusado era investigado havia cerca de um mês, por denúncia de que estaria comprando e vendendo armas de fogo e manteria armas irregularmente em casa.

Em diligências preliminares foi constatado que o investigado residia em uma casa nos fundos, não trabalhava e permanecia ocioso no imóvel o dia todo, o que baseou o pedido de busca.

Arma

Durante o cumprimento da ordem judicial o idoso confirmou que tinha uma no quarto dele, onde foi encontrado um revólver e oito munições intactas de calibre 32, além de uma cápsula deflagrada do mesmo calibre. Já no guarda-roupas havia maços de dinheiro, totalizando R$ 18.000,00. 

Sobre a arma, o investigado alegou que a estava guardando a pedido de um conhecido, mesmo sabendo que era ilegal. Já com relação ao dinheiro, disse que eram de economias, apesar de não saber quanto havia, há quanto tempo estava economizando e não apresentou comprovante de origem.

Investigação

Os policiais que fizeram a prisão realizaram diligências para tentar localizar a pessoa que teria pedido para guardar a arma de fogo apreendida, mas não a encontraram.

Por fim, relataram em boletim de ocorrência que a denúncia feita foi de que o idoso comprava e vendia armas de fogo para o crime organizado. Ele teria familiares presos, os quais pertenceriam à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

A arma, as munições e o dinheiro foram apresentados ao delegado plantonista. Em pesquisas realizadas não foi encontrado nenhum registro do revólver, que será periciado. Após ser ouvido, o idoso permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia.

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