A investigação realizada pela Polícia Civil de Araçatuba (SP) que resultou na “Operação Salmoneus”, deflagrada nesta quinta-feira (24) para cumprir 15 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão temporária, identificou ao menos 100 vítimas no Estado de São Paulo, que caíram no golpe do “falso delegado”. O prejuízo estimado supera R$ 1 milhão.
Os trabalhos foram iniciados pela 1ª DIG/Deic (Delegacia de Investigações Gerais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) há cerca de seis meses, após dois moradores em Araçatuba terem registrado boletim de ocorrência de extorsão, denunciando terem sido vítimas desse tipo de crime.
Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira, o delegado Flávio Miranda explicou que os investigados pertencem a dois grupos distintos e a maioria cumpre pena no sistema carcerário do Rio Grande do Sul. “Trata-se de duas associações criminosas diferentes, todos ligados ao sistema penitenciário, com cooperadores fora do sistema penitenciário, mas majoritariamente lá de dentro do presídio esses golpes eram realizados” , informou.
Golpe
Mesmo de dentro dos presídios, os investigados utilizavam celulares para manter contato com as vítimas por meio do aplicativo WhatsApp. Os alvos eram encontrados por meio de redes sociais e sites de relacionamento.
Os golpistas enviavam fotos íntimas de mulheres para as vítimas e pediam que correspondessem, com envio de fotos íntimas delas. De posse dessas imagens, outros integrantes do grupo procuravam as vítimas, se passando por delegado de polícia, informando que as fotos recebidas por elas eram de adolescentes. Assim, pediam dinheiro para não aprofundar uma suposta investigação.
