Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (28) em Bilac (SP), durante cumprimento de mandado de busca e apreensão judicial, após denúncia de que ele estaria comercializando drogas.
A prisão aconteceu durante operação conjunta entre policiais civis e militares. Segundo o que foi apurado pela reportagem, a Polícia Civil vinha recebendo diversas denúncias de que o investigado estaria envolvido com o tráfico de drogas e estaria usando a casa dele para o comércio ilegal.
Movimentação típica do tráfico foi observada no local durante campana, com várias pessoas sendo vistas entrando e saindo do imóvel, inclusive algumas já conhecidas com o envolvimento em drogas.
Buscas
Foi atendido pela Justiça de Bilac o pedido para a expedição do mandado de busca e apreensão, que foi cumprido em conjunto na rua Arlindo Alcebiades. O acusado foi encontrado deitado no quarto onde havia debaixo de uma pequena mesa, ao lado da cama, duas porções de maconha.
Ele alegou que o entorpecente seria para uso próprio e negou que tivesse mais drogas na casa. Entretanto, a polícia tem informações de que o investigado é integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), intimidaria os demais moradores do bairro e na casa dele havia “PCC” escrito no chão e nas paredes, junto com os números “1533” , referência à facção.
Drogas
Por isso foi dada sequência às buscas e em uma edícula nos fundos, onde o acusado dormiria, foi encontrado dinheiro, uma mesa com resquícios de maconha e um canivete com odor da droga. Também havia uma tesoura e materias para fracionar entorpecentes.
Foi solicitado apoio ao Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), que com o Canil de Araçatuba, encontrou com ajuda de um cão, sobre o guarda-roupas, 18 porções de crack e 94 porções de maconha.
Em uma caixa de som parafusada no guada-roupa havia uma porção grande de pó branco aparentando ser cocaína e um pequeno tubo com maconha na forma de skank, conhecida como supermaconha.
Mais droga
O cão também farejou uma caixa de espelho fechada com parafusos, no banheiro da edícula, na qual estava encondida uma balança de precisão, 61 porções de maconha e oito porções maiores da mesma droga. Junto havia dois celulares com as telas trincadas e um pote de fermento em pó e um comprimido de Novalgina, utilizados para "batizar" a cocaína.
Segundo a polícia, o investigado não quis se pronunciar sobre os entorpecentes, foi apresentado no plantão policial e permaneceu à disposição da Justiça. Ele já responderia pelo crime de tráfico de drogas. A casa dele foi periciada.
