Polícia

Jovem presa está internada e teria enviado mensagens com pedido de resgate após sequestro de dentro do hospital

Segundo a polícia, a investigada está com leishmaniose estava em tratamento na Santa Casa desde o início da semana

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
07/02/22 às 11h39
Detalhes da investigação foram passados pelo delegado Paulo Natal durante coletiva de imprensa (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçatuba)

A jovem de 24 anos que foi presa no último sábado (5) acusada de participar do sequestro da esposa de um empresário em Ponta Porã (MS), está internada na Santa Casa de Araçatuba (SP) e teria enviado as mensagens com pedidos de resgate de dentro do hospital.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (7) durante entrevista coletiva na sede da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais). De acordo com o delegado Paulo Natal, a prisão dela e a identificação do companheiro dela, considerado foragido, foram fundamentais para que a vítima fosse liberada.

A mulher, que havia sido levada para a cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na manhã de sábado, foi posta em liberdade no dia seguinte, após a prisão da jovem em Araçatuba. Ela não teve ferimentos, de acordo com o que foi divulgado.

Identificação

O delegado explicou que após serem comunicados do crime e de que possivelmente as mensagens com pedido de resgate teriam partido de um celular em Araçatuba, teve início o trabalho de investigação, que levou a um imóvel no bairro São Rafael.

Ainda de acordo com Natal, essa casa seria a residência do casal e o companheiro dela provavelmente fugiu ao perceber a chegada da polícia. Ele tem 31 anos e possui passagens criminais por tráfico de drogas e roubo.

No local havia uma motoneta com o escapamento ainda quente e o ventilador e a TV estavam ligados. Também foi apreendido um celular e outros materiais enviados para a investigação.

Leishmaniose

Após descobrir a residência do investigado, a polícia apurou que a companheira dele estava internada na Santa Casa, para onde teria sido encaminhada de quatro a cinco antes, por ter contraído leishmaniose.

Chegando ao hospital os policiais confirmaram que a investigada estava internada e de posse de um celular, cujo número era o mesmo utilizado para enviar as mensagens para o celular dos familiares da vítima com pedidos de resgate.

Inicialmente foram pedidos R$ 5 milhões, mas o valor chegou a ser reduzido para R$ 3 milhões. A polícia informa que os familiares estavam dispostos a fazer o pagamento e que os sequestradores chegaram a mandar duas mensagens de vídeo, gravadas pela vítima, como prova de vida.

Negou

Apesar de ter sido surpreendida com o celular de onde teriam partido as mensagens de pedido de resgate, a jovem negou ter sido a responsável por enviá-las. Entretanto, essa versão não convence a polícia, já que ela estava internada e não poderia receber visitas.

Ainda de acordo com a polícia, a investigada tem passagem criminal por tráfico, por ter sido surpreendida tentando entrar com droga em presídio durante visita ao companheiro dela.

Quadrilha

O delegado revelou que há informações de que o foragido viajou recentemente ao Paraguai, onde deve ter conhecido os demais integrantes da quadrilha. O suposto líder e idealizador do sequestro residiria no Paraguai e também teria sido identificado pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, mas não localizado.

A jovem presa em Araçatuba informou à polícia que o companheiro dela tem o hábito de passar vários dias fora de casa, supostamente a trabalho, mas disse não saber se ele iria ao Paraguai.

Investigação

Ela, que teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça de Araçatuba, permaneceu sob escolta policial. Ao receber alta a investigada deve ser apresentada na delegacia para formalização do depoimento e posterior encaminhamento ao sistema prisional.

A polícia segue investigando o caso e na tentativa de localizar e prender o companheiro da investigada, o que contribuirá para o esclarecimento do crime e identificação dos demais participantes.

Eles devem ser indiciados por extorsão mediante sequestro, punido com até 20 anos de prisão.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.