Polícia

Mãe e filho são presos pelo GOE/Deic com arma e mais de 350 pinos com cocaína

Investigado disse que é do comando do PCC e ameaçou os policiais na delegacia; mãe dele tentou impedir buscas

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
08/04/22 às 10h56
Foram apreendidas 11 cotas com pinos de cocaína e um revólver calibre 38 (Foto: Divulgação)

Equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba (SP) prendeu na manhã desta sexta-feira (8), um jovem e mãe dele por tráfico de drogas. Na casa deles foram apreendidos mais de 350 pinos com cocaína e um revólver calibre 38 com munições.

O flagrante foi feito durante cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, pois a polícia havia recebido várias denúncias de que o morador na rua Carlos Berger, no bairro Verde Parque, estaria comercializando drogas e teria arma de fogo.

Os investigadores chegaram na residência no início da manhã e como ninguém atendeu aos chamados, o portão teve que ser arrombado. Segundo a polícia, o investigado foi encontrado dormindo em um dos cômodos.

Após acordá-lo, os investigadores encontraram um revólver calibre 38 carregado, que estava sobre a cama, pronto para uso.

Mãe

Segundo a polícia, na sequência das buscas a mãe do investigado se colocou na frente da porta de um guarda-roupa, tentando impedir a vistoria no móvel, alegando que não havia nada de irregular nele.

A mulher teve que ser retirada a força e dentro desse guarda-roupa havia 11 cotas com 32 pinos com cocaína cada, dois pinos avulsos e um pacote com dezenas de pinos vazios para fracionar entorpecente. Também foram encontrados dois celulares e três cápsulas deflagradas de calibre 38.

Ameaça

Ainda de acordo com a polícia, após a localização do entorpecente o investigado confirmou que é integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele e a mãe dele foram levados para a delegacia, onde ele se exaltou e proferiu ameaças contra a equipe policial. O acusado teria dito que é do comando do PCC e iria cobrar os policiais pela prisão.

O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela manutenção da prisão do investigado e da mãe dele. O caso foi registrado como tráfico, associação para o tráfico, posse irregular de arma de fogo e ameaça.

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