Alfredo Juliano Teixeira Duarte, 46 anos, morreu na tarde de sexta-feira (29) em uma casa de recuperação para tratamento de dependentes químicos em Araçatuba (SP). Foi a segunda morte na unidade neste mês.
O boletim de ocorrência foi registrado pelo coordenador do centro terapêutico, que disse que a vítima deu entrada no estabelecimento para tratamento de dependência química na última quarta-feira (27), no final da tarde.
Ele havia sido recolhido na casa dele pelos funcionários da clínica e, segundo o que foi relatado à polícia, apresentava diversos hematomas no rosto, nas costas e no peito.
Ainda de acordo com o que foi relatado, Duarte teria sido vítima de espancamento ocorrido na cidade de Buritama em local incerto e por pessoas não identificadas.
Morreu
Segundo o coordenador do centro terapêutico, na tarde de sexta-feira a vítima fumava um cigarro, sentada em uma cadeira, quando repentinamente caiu desacordada.
Funcionários socorreram Duarte e o levaram para a enfermaria, onde foi percebido que ele aparentava não respirar. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado e o médico constatou o óbito.
Segundo o que foi informado, não foi acionado o Instituto de Criminalística no local por não haver vestígios ou campo para perícia. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) para exame necroscópico e o caso será encaminhado à delegacia de Buritama para investigar o possível espancamento.
Outro caso
Esta é a segunda morte de paciente nessa clínica de reabilitação comunicada à polícia neste mês de abril. O aposentado Giuliano Carlo Fonseca Galoti, 50, morreu na tarde do dia 17, após passar mal.
No caso dele, um enfermeiro aferiu a pressão do paciente e constatou que estava muito abaixo do normal. Foi solicitada a presença do Samu, que enviou equipe, mas durante o atendimento o estado de saúde do paciente se agravou.
Os enfermeiros teriam realizado procedimentos de reanimação, mas ele não resistiu e o médico constatou o óbito. Segundo o que foi informado à polícia, Galoti era dependente de álcool e crack e fazia aproximadamente seis meses que estava acolhida na clínica.
