O marceneiro Luiz Carlos dos Santos, 41 anos, morador em Guararapes (SP), morreu ao ser baleado por um policial militar durante atendimento a ocorrência na noite de segunda-feira (13). Ele teria resistido à abordagem e atacado um dos policiais utilizando uma faca, que agiu em legítima defesa, no entendimento da Polícia Civil.
O caso aconteceu por volta das 20h30 na rua Alfredo Pacheco, onde equipe da Polícia Militar esteve para atender ocorrência de desinteligência. A informação passada era de que uma das partes estaria armada com uma faca e Santos foi encontrado com o objeto.
Ataque
Os policiais relataram que por várias vezes deram ordem para que largasse a faca, mas ele teria partido para cima de um dos policiais, tentando atacá-lo. O companheiro de farda que auxiliava no atendimento à ocorrência relatou que tentou desarmá-lo com um chute, mas não conseguiu.
Quando o marceneiro levantou a faca e tentou golpear o policial, ele disparou duas vezes, atingindo-o. Santos foi socorrido e levado para o hospital da cidade, mas deu entrada na unidade já sem vida.
A polícia foi informada que o paciente tinha um ferimento por disparo de arma de fogo no lado direito do peito e outro no abdômen, sendo que os projéteis transfixaram o corpo. Ele também tinha escoriações no rosto e no joelho esquerdo.
Legítima defesa
Assim que foi comunicada da ocorrência, uma equipe da Polícia Civil foi ao local e encontrou uma mancha de sangue na calçada e próximo a ela, uma faca.
Os investigadores ouviram as testemunhas, que relataram que Santos chegou em casa bastante alterado, aparentemente embriagado. Ele se armou com a faca e passou a ameaçar um casal residente no local.
Elas relataram ainda que ao perceber a presença da polícia, o marceneiro foi até à rua, ainda armado com a faca, e tentou atacar os policiais, que tentaram convencê-lo a se desarmar.
As testemunhas confirmaram que um dos policiais tentou desarmá-lo com um chute e que os tiros foram disparados quando ele tentou esfaquear o outro policial.
Perícia
Os policiais civis acompanharam a realização da perícia, que recolheu a faca encontrada no local. Em seguida, todos seguiram para a delegacia, onde foi registrada a ocorrência.
O policial militar que atirou passaria por exame residuográfico no IML (Instituto Médico Legal) e teve a arma recolhida. A pistola calibre .40 será periciada. Ela estava carregada com 13 munições intactas.
Após ouvir os relatos, o delegado responsável considerou que o policial agiu em legítima defesa e ele foi liberado.