Polícia

Motaxista pega com 700 gramas de crack é presa 6 anos após ser condenada

Crime aconteceu em 2009 e a sentença transitou em julgado em 2012, mas só agora a polícia conseguiu localizá-la

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
22/02/19 às 08h38
Prisão foi feita por equipe da Força Tática da Polícia Militar (Foto: Divulgação)

A Polícia Militar de Araçatuba (SP) prendeu na noite de quarta-feira (21), a mototaxista Edneia Barone, 44 anos, moradora no bairro Jardim TV. Ela foi condenada a 6 anos e 3 meses de prisão por tráfico de drogas. O mandado de prisão foi expedido em 2012, mas só agora ela foi capturada.

Equipe da Força Tática estava em patrulhamento pelo bairro e foi informada que em uma casa na rua Pedro Grassi, estaria residindo uma mulher que era procurada da Justiça.

Os policiais foram à casa dela, que foi comunicada da denúncia. Durante consulta à documentação de Edneia, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra ela, expedido em 30 de novembro de 2012 pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Araçatuba, Emerson Sumariva Júnior.

Crack

Como o processo é antigo, a denúncia e a sentença não estão disponíveis no site do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) para consulta.

Entretanto, o Hojemais Araçatuba apurou que em 7 de novembro de 2009, a Polícia Militar Rodoviária apreendeu 700 gramas de crack que estariam com a mototaxista.

Naquela manhã, equipe estava em fiscalização pela rodovia Jorge Maluly Netto (SP-463) e viu a ré conduzindo uma moto sentido a Santo Antônio do Aracanguá.

Ao ver o bloqueio policial, a mulher retornou e entrou no bairro Traitu. Ela passou a ser acompanhada e retirou o colete com a identificação de mototáxi, que caiu quando tentava colocar no capacete que estava preso no banco traseiro.

Os policais recolheram o colete e continuaram o acompanhamento. Durante o trajeto, a mototaxista dispensou uma sacola, que a equipe também parou para pegá-la, na qual estava o entorpecente. Porém, nesse momento, ela foi perdida de vista.

Identificação

Pelo colete que a ré dispensou, os policiais conseguiram identificá-la, mas não a encontraram na empresa de mototáxi nem na casa dela, que na época residia no bairro São José.

Ela foi processada e a sentença transitou em julgado em 2012, quando o mandado de prisão foi expedido. Durante mais de seis anos a foi considerada foragida, até ser resa na quarta-feira.

Ela foi apresentada no plantão policial e após registro do boletim de ocorrência de captura de procurado, foi levada para a penitenciária de Tupi Paulista para início do cumprimento da pena no regime fechado.

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