O motorista de 34 anos preso na tarde de domingo (10) com um caminhão com mais de 2,6 toneladas de maconha em Araçatuba (SP), alegou que foi coagido a transportar o entorpecente. Ele argumentou ainda que imaginou que estivesse transportando cigarros.
A prisão aconteceu após o acusado ser visto chegando na cidade pela estrada municipal da Ceagesp. Ele conduzia um caminhão baú e foi abordado quando entrava em uma chácara na rua João Buchi, que é um complemento dessa estrada.
De acordo com os policiais da Força Tática da Polícia Militar, que fizeram o flagrante, de início o acusado alegou que carregava tanquinhos de lavar roupa, mas depois admitiu que transportava de três a quatro toneladas de maconha. Ele disse ainda que receberia R$ 20 mil pelo serviço.
Depoimento
Durante depoimento, na presença de um advogado, o motorista disse que foi contratado na semana passada pelo proprietário do caminhão.
O serviço era o transporte de tanquinhos produzidos por uma empresa em Araçatuba para o Estado do Mato Grosso do Sul. Esse tipo de frete é terceirizado pela indústria.
O acusado falou que viajou na sexta-feira (8) para Paranhos (MS), onde iniciou as entregas e lá, foi abordado pelo paraguaio, que ofereceu R$ 20 mil para ele transportar para Araçatuba a carga que imaginou ser de cigarros.
Ainda de acordo com o motorista, foi pedido que ele ficasse no hotel enquanto o caminhão era carregado e horas mais tarde trouxeram o veículo de volta. Ele alegou que não olhou para ver o que havia no baú, apesar de não ter concluído a entrega dos tanquinhos.
Prisão
O motorista disse que iniciou a viagem de volta às 4h de domingo e chegou à cidade por volta das 16h, quando foi abordado pelos policiais. Na versão dele, os policiais disseram que sabiam que havia drogas no caminhão e encontraram um fundo falso na parte da frente da carroceria, onde estavam os tabletes de maconha.
Ainda de acordo com o acusado, outro motorista pegaria o caminhão na chácara, nesta segunda-feira, pagaria a ele os R$ 20 mil combinados e seguiria com o veículo para Campinas (SP).
Por fim, contou que após ser contratado pelo paraguaio, deixou de entregar o restante dos tanquinhos, que trouxe de volta.
Afirmou ainda que aceitou o serviço por ter sido ameaçado, pois o suposto contratante estava fortemente armado, disse que ele seria viagiado e que sabia que tinha família em Araçatuba.
Como no caminhão também foi encontrada uma caixa com 50 munições calibre 38 e outras duas com 100 munições de pistola 380, ele será indiciado por tráfico de drogas e também por posse irregular de munição.