Polícia

Mulher é espancada em ponto de ônibus

Acusadas são mãe e avó de um menino que teria sido chamado à atenção pela vítima, por furar fila do ônibus

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
28/11/19 às 11h24
Mulher é agredida em ponto de ônibus; mãe da acusada estava com pedaço de madeira na mão (Foto: Reprodução de vídeo)

Uma mulher de 38 anos foi espancada no início da manhã de quarta-feira (27) em um ponto de ônibus na cidade de Valparaíso (SP). As acusadas das agressões são duas mulheres, mãe e filha, que foram denunciadas à polícia por lesão corporal.

As agressões teriam ocorrido porque as mulheres, mãe e avó de uma criança, não teriam gostado de a vítima ter questionado o menino um dia antes na fila do ônibus.

O boletim de ocorrência foi registrado pela vítima na tarde de quarta-feira. Ela contou à polícia que chegou no ponto de ônibus na rua Frederico Stevanato por volta das 6h para aguardar a chegada do ônibus escolar.

Segundo ela, as duas mulheres, uma de 28 anos, mãe do menino, e a mãe dela e avó da criança, de 63, já aguardavam pelo transporte.

A vítima disse à polícia que assim que chegou ao local, passou a ser agredida pela mãe da criança. Com a ajuda da mãe, a acusada passou a dar socos na cabeça da vítima. 

Vídeo

O Hojemais Araçatuba recebeu um vídeo que mostra as agressões. Nele, a mulher mais velha aparece segurando um pedaço de madeira, enquanto a mais nova segura a vítima pelo cabelo e dá socos na cabeça dela.

As imagens também mostram a mãe da agressora segurando a cabeça da vítima, enquanto ocorrem as agressões.  

No boletim de ocorrência, a vítima relata que a mulher mandava a filha bater no rosto dela enquanto a segurava.

Ela declarou ainda que as pessoas que se aproximavam eram ameaçadas pela mulher que segurava o pedaço de madeira.

O vídeo termina logo após um grupo de pessoas tomar o pedaço de madeira da mulher e resgatar a vítima, que estava sentada no chão enquanto era espancada.

Ameaça

Ainda de acordo com a vítima, na terça-feira, quando ela estava na fila do ônibus, o filho da agressora chegou e foi para o início da fila, passando na frente das demais pessoas que aguardavam o transporte. Por isso, ela falou para a criança ir para o final da fila.

A vítima disse que foi para o trabalho e o pai da criança, que trabalha no mesmo lugar que ela, mas havia saído mais cedo, telefonou dizendo que precisava falar com ela. Ela retornou a ligação e ele disse que queria conversar pessoalmente.

Ela disse que após sair do trabalho, o pai do menino foi à casa dela querendo saber o que havia ocorrido na fila do ônibus. Após ela relatar o ocorrido, ele perguntou se ela havia segurado o menino pelo braço, o que ela negou.

Ainda segundo a vítima, o menino estava acompanhando o pai e confirmou que não havia sido pego pelo braço. Mesmo assim, o homem disse que o caso não ficaria assim, pois a criança tinha pai e mãe.

O boletim de ocorrência foi registrado como ameaça e lesão corporal e um inquérito será instaurado. A vítima passaria por exame de corpo de delito para constatação de lesões.

Segundo a Polícia Civil, todas as partes já foram ouvidas e após a chegada do laudo desse exame, o caso será encaminhado ao Fórum.

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